Ninguém é tão perfeito que não precise ser editado: fetiche e busca do corpo ideal

Auteurs

  • Bianca Bulcão Lucena Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Cristiane Marques Seixas Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Francisco Romão Ferreira Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml

DOI :

https://doi.org/10.1590/0103-6564e190113

Mots-clés :

corpo ideal, imagem do corpo, fetiche, formação de grupos, redes sociais

Résumé

Este artigo problematiza o aspecto fetichista da imagem do corpo ideal a partir da discussão do calendário de uma clínica de nutrição e estética. Discute-se a dinâmica de formação de massas, conforme a teoria freudiana, para pensar como um padrão de corpo perfeito pode ser eleito como ideal a ser alcançado por indivíduos nas sociedades contemporâneas. A lógica do mercado sustenta a imagem dos corpos ditos perfeitos na posição de fetiche e oferece acesso a essa suposta conquista por meio de produtos e serviços que trariam plenitude. Tal estratégia busca velar a castração oferecendo um substituto palpável que nega a falta e afirma a completude do outro, sustentando uma legião de pessoas que se envolve numa busca quase compulsiva pela realização desse ideal.

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Biographies des auteurs

  • Bianca Bulcão Lucena, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde. Rio de Janeiro, RJ, Brasil

  • Cristiane Marques Seixas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde. Rio de Janeiro, RJ, Brasil

  • Francisco Romão Ferreira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde. Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Références

Publiée

2022-09-19

Numéro

Rubrique

Artigos

Comment citer

Ninguém é tão perfeito que não precise ser editado: fetiche e busca do corpo ideal. (2022). Psicologia USP, 31, e190113. https://doi.org/10.1590/0103-6564e190113