Les relations affectives à l’heure du néolibéralisme : nouvelles alliances et pactes inconscients
DOI :
https://doi.org/10.1590/Mots-clés :
néolibéralisme, relations affectives, alliances inconscientesRésumé
Cet article discute de l’impact de la culture néolibérale sur les relations affectives contemporaines. Le néolibéralisme dépasse la sphère financière et marchande, produisant des subjectivités dans un endettement chronique peu a peu considéré comme un capital. L’appel à la haute performance et à l’hyper-investissement narcissique confronte le sujet à la tradition et à ses héritages, tout en permettant de repenser les structures normatives et d’ouvrir un espace vers une pluralité de modèles relationnels. Nous mettons donc en avant les notions de liens, d’alliances inconscientes et de garanties métasociales et métapsychiques, proposées par Kaës, afin de problématiser l’impératif narcissique qui vide l’altérité et fait du sujet un objet de consommation. Nous soulignons que l’avenir du Soi est tributaire de la nécessité d’un travail pulsionnel et intersubjectif qui inclut l’inscription dans des liens intersubjectifs primaires et des liens sociaux. Enfin, nous soutenons que de nouvelles expériences peuvent provoquer d’autres alliances et de nouveaux pactes.
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