Psychanalyse et négritude : le malaise du racisme
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e220022Mots-clés :
psychanalyse, racisme, noirceur, cliniqueRésumé
Cet article aborde un problème recurrent en clinique : la demande des gens noirs pour des psychanalystes noirs. Nous montrerons qu’il est possible de reconnaître que la singularité de l’expérience de souffrance des gens noirs est liée au corps noir. Cependant, l’élaboration de cette souffrance ne se réduit pas au partage d’une expérience esthétique commune. Ainsi, ce qui est décisif pour l’accueil clinique des personnes noires est l’engagement de la psychanalyse dans l’agenda antiraciste c’est-à-dire à la compréhension que le racisme n’est pas un aspect marginal de la vie des personnes noires, mais ce qui les constitue en ce qui concerne leurs subjectivité.
Téléchargements
Références
Andrade, É. (2022) Não sou um analista? Negritude e antinegritude na psicanálise. Tempo psicanalítico, 54(2), 405-418.
Andrade, É. (2023) Negritude sem Identidade: sobre as narrativas singulares das pessoas negras. São Paulo, SP: Ed. N-1.
Bento, M. A. S. (2014). Branqueamento e branquitude no Brasil. In I. Crone & M. A. S. Bento (orgs.), Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil (6. ed, pp. 2-20). Petrópolis, RJ: Vozes.
Bernasconi, R. (2005). Concepts of Race in the Eighteenth Century In A. Valls (ed.), Race and Racism in Modern Philosophy (pp. 30-50). Ithaca: Cornell University Press.
Carneiro, S. (2011). Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo, SP: Selo Negro.
Conceição, W. L. (2017). Brancura e branquitude: ausências, pertenças e emergências de um campo em debate [Dissertação de mestrado, Universidade Fedeal de Santa Catarina, Florianópolis, SC].
Fanon, F. (2020). Pele negra, máscaras brancas (S. Nascimento, Trad.). São Paulo, SP: UBU.
Gonçalves, R. J. (2015). A superioridade racial em Immanuel Kant: as justificações da dominação europeia e as suas implicações na América Latina. Kínesis, 7(13), 179-195.
Mbembe, A. (2020). Crítica da razão negra. São Paulo, SP: N-1 Edições.
McClintock, A. (2018). Couro imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Campinas, SP: Editora Unicamp.
Nascimento, B. (2021). Uma história feita por mãos negras. Rio de Janeiro, RJ: Zahar.
Quine, W. V. O. (1951). Two dogmas of empirism. The Philosophical Review, 60(1), 20-43.
Souza, N. S. (2021). Tornar-se negro. Rio de Janeiro, RJ: Zahar.
Winnicott, D. (2008). O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre, RS: Artmed.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Psicologia USP 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
