Révolution technologique et transformations subjectives : Contributions de la clinique auprès des enfants et des adolescents
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e220081Mots-clés :
technologie, société, enfance, adolescence, développement émotionnelRésumé
La révolution technologique prend de plus en plus d’ampleur et impacte la société à différents niveaux. Les technologies modifient nos comportements et peuvent changer notre subjectivité. Afin de comprendre l’expérience des enfants et des adolescents dans l’actualité, des vignettes cliniques abordant les thèmes suivants seront présentées : le téléphone portable comme médiateur relationnel, le sexe/la sexualité, la dépression, les troubles alimentaires et les pensées suicidaires. On suppose que la manière dont les individus vivent et font face à ces thèmes est différente aujourd’hui en raison du phénomène Internet. On conclut que les enfants et les jeunes sont exposés à un évantail plus large de contenus moins moralisateurs. Cependant, malgré les bénéfices potentiels de ces expériences pour la constitution subjective, les expériences d’impuissance sont intégrées auc contexte clinique et deviennent évidante. Il est important de distinguer les récits et les expériences qui favorisent la création de fantasmes au service de l’élaboration de ceux qui exposent la réalité de manière précoce et traumatisante.
Téléchargements
Références
Adorno, T., & Horkheimer, M. (1985). Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro, RJ: Zahar. (Trabalho original publicado em 1947)
Bettelheim, B. (2004). A psicanálise dos contos de fada. São Paulo, SP: Paz e Terra. (Trabalho original publicado em 1980)
Corso, D. L., & Corso, M. (2006) Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre, RS: Artmed.
Desmurget, M. (2023). A fábrica de cretinos digitais: Os perigos das telas para nossas crianças. São Paulo, SP: Vestígio. (Trabalho original publicado em 2021).
Dunker, C. I. L. (2017). Intoxicação digital infantil. In A. Batista & J. Jerusalinsky (Orgs.), Intoxicações eletrônicas: o sujeito na era das relações virtuais (pp. 117-145). Salvador, BA: Ágalma.
Ferenczi, S. (2011). Confusão de línguas entre os adultos e a criança. In S. Ferenczi, Psicanálise IV (pp. 111-121). São Paulo, SP: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1933)
IBGE educa. (2023, 15 de janeiro). O uso do celular e da Internet pelas crianças. Recuperado de https://educa.ibge.gov.br/criancas/brasil/atualidades/21580-o-uso-do-celular-e-da-internet-pelas-criancas.html
Jerusalinsky, J. (2017). Que rede nos sustenta no balanço da web? – o sujeito na era das relações virtuais. In A. Batista & J. Jerusalinsky (Orgs.), Intoxicações eletrônicas: o sujeito na era das relações virtuais (pp. 13-36). Salvador, BA: Ágalma.
Mendes, E. D. (2020). Impasses na constituição do sujeito causados pelas tecnologias digitais. Revista Subjetividades, 20 (2). doi: 10.5020/23590777.rs.v20iEsp2.e8984
Nicolaci-da-Costa, A. M. (2002). Revoluções tecnológicas e transformações subjetivas. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 18(2). doi: 10.1590/S0102-37722002000200009
Odinino, J. D. P. Q., & Souza, G. J. A. (2020). Desenho animado e imaginário infantil de massa: narrativas, mito e mídias na mediação escolar. Revista Eletrônica de Educação, 14. doi: 10.14244/198271993772
Risk, E. N., Santos, M. A. (2021). Estudos culturais, pesquisa qualitativa e mídias: critérios metodológicos para análise dos audiovisuais. Psicologia e Sociedade, 33. doi: 10.1590/1807-0310/2021v33234657
Silva, M. C. G., & Santos, L. S. (2019). Aprendendo a ser menina: publicidade infantil, gênero e identidade em Youtuber mirim. Revista Educação, Psicologia e Interfaces, 3(4). doi: 10.37444/issn-2594-5343.v3i4.176
Silva, R. T. M., & Barbosa, R. B. (2021). Tecnologias de informação e comunicação da indústria cultural. Brasilian Journal of Development, 7(6), 61613-61625. Recuperado de https://brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/view/31714/pdf
Turriani, A., Dunker, C., Kyrillos Neto, F., Lana, H., Reis, M. L., Beer, P., . . . & Bertanha, V. (2018). O caso clínico como caso social. In V. Safatle, N. da Silva Junior & C. Dunker (Orgs.), Patologias do social: Arqueologias do sofrimento psíquico (pp. 65-89). Belo Horizonte, MG: Autêntica.
Walter, B. E. P.; & Hennigen, I. (2021) Problematizando a governamentalidade algorítmica a partir do sistema de recomendação da Netflix. Psicologia e Sociedade, 33. doi: https://doi.org/10.1590/1807-0310/2021v33227258
Winnicott, D. W. (2006). Os bebês e suas mães. São Paulo, SP: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1987)
Zanetti, S. A. S., & Gomes, I. C. (2011). A “fragilização das funções parentais” na família contemporânea: determinantes e consequências. Temas em Psicologia, 19(2), 491-502. Recuperado de https://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v19n2/v19n2a12.pdf
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Psicologia USP 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
