Influence des modèles comportementaux masculins et des expériences intra-familiales dans la vie des hommes agressifs
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e230138Mots-clés :
violence contre les femmes, identite de genre, masculinite, parentalite, groupe socialRésumé
La violence entre partenaires intimes est l’une des formes les plus courantes de violence contre les femmes, subventionnée par une société patriarcale et hétéronormative qui renforce le sexisme appris et perpétué par la société. Nous avons cherché à comprendre l’influence des modèles comportementaux masculins et des expériences intrafamiliales dans la vie des hommes agressifs. Une recherche sociale stratégique et qualitative a eté mené auprès d’hommes d’un groupe reflexif pour les auteurs de violence. Les données ont été recueillies par le biais d’entretiens semi-structurés enregistrés qui, après avoir été transcrits, ont été investigués par l’analyse de contenu, modalité thématique. Les catégories thématiques identifiées étaient : « Relations familiales » ; « Mon père, mon exemple ». L’expérience des situations de violence intrafamiliale depuis l’enfance était apprise comme « normale ». Des répertoires comportementaux machistes persistent, établis par le processus d’apprentissage à travers les modèles parentaux, perpétuant une famille patriarcale. Il y avait une prédominance des rôles de genre basés sur des caractéristiques hétéronormatives, limitant l’espace des femmes et les positionnant comme soumises.
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