Laboratoires du modes de vie: regard sur les écovillages face au changement climatique
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e240097Mots-clés :
développement durable, mode de vie, changement culturel, communautés, urgence climatiqueRésumé
visant à mettre en évidence les liens entre modes de vie durables et problématique climatique, l’article présente les résultats d’une recherche menée dans deux écovillages ruraux brésiliens. Assumant un caractère exploratoire et une approche qualitative, et étant soutenue théoriquement et méthodologiquement par l’intersection entre la psychologie environnementale et l’architecture, la recherche empirique a été d’inspiration ethnographique, utilisant des visites de terrain, des entretiens semi-structurés et l’observation participante. Les résultats ont montré que les dimensions “sociale” et “culturelle/vision du monde” de la durabilité sous-tendent la consolidation de modes de vie durables dans les écovillages, caractérisés par des attributs capables de réduire les impacts socio-environnementaux et économiques inhérents à la vie urbaine contemporaine. De manière générale, l’importance de prêter attention aux relation personne-environnement pour lutter contre le changement climatique est soulignée et le fait que, dans le contexte de la crise mondiale, les écovillages ont un grand potentiel pour aider les communautés à s’adapter aux variations des conditions environnementales et peuvent être compris comme laboratoires pour la vie dans un avenir incertain.
Téléchargements
Références
Acselrad, H. (1999). Discursos da sustentabilidade urbana. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, (1), 79. Recuperado de https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/27
Acselrad, H. (2001). Sentidos da sustentabilidade urbana. In H. Acselrad (Ed.), A duração das cidades: sustentabilidade e risco nas políticas urbanas (pp. 43-70). Rio de Janeiro: DP&A Editora.
Boff, L. (2003). Sustentabilidade: o que é - o que não é (2a ed). Petrópolis, RJ: Vozes.
Braga, G. B., Fiuza, A. L. C., & Remoaldo, P. C. A. (2017). O conceito de modo de vida: entre traduções, definições e discussões. Sociologias, 19(45).
Brandão, C. R. (2009). “No rancho fundo”: Espaços e tempos no mundo rural. Uberlândia: EDUFU.
Bueno, L. M. M. (2008). Reflexões sobre o futuro da sustentabilidade urbana a partir de um enfoque socioambiental. Cadernos Metrópole, (19), 99–121. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/metropole/article/view/8712
Carvalho, I. C. M., & Steil, C. A. (2009). O habitus ecológico e a educação da percepção: fundamentos antropológicos para a educação ambiental. Educação & Realidade, 34(3). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/9086
Cevasco, M. E. (2003). Dez lições sobre estudos culturais. São Paulo: Boitempo.
Christian, D. L. (2003). Creating a life together: Practical tools to grow ecovillages and intentional communities. Gabriola Island: New Society Publishers.
Corral-Verdugo, V. (2002). A structural model of pro-environmental competency. Environment & Behavior, 34, 531–549. doi: 10.1177/00116502034004008
Croft, J. (2008). A Grande Virada: um colapso ou uma ruptura? As implicações para as tradições de fé – FT #06. Recuperado de https://dragondreamingbr.org/materias/
Dawson, J. (2006). Ecovillages: New frontiers for sustainability. Bristol: Green Books.
Fonseca e Souza, M., Stephen, Í. I. C., & De Carvalho, A. W. B. (2018). Modos de vida e modos de habitar na moradia autoconstruída. Risco Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, 16(1), 37–54, 2018.
Gilman, R. (1991). The eco-village Challenge: The challenge of developing a community living in balanced harmony – with itself as well as nature – is tough, but attainable. Living Together, 29, 10–14. Recuperado de https://www.context.org/iclib/ic29/gilman1/
Global Ecovillage Educators for a Sustainable Earth (2012). Educação para Design de Ecovilas (5a ed). Moray: Gaia Education.
Global Ecovillage Network. (2015). Ecovillages. Recuperado de https://ecovillage.org
Global Ecovillage Network. (2019). What is an Ecovillage – Discover Innovative Eco Communities. Recuperado de https://ecovillage.org/projects/what-is-an-ecovillage
Guattari, F. (1990). As três ecologias. Campinas: Parirus Editora.
Guerra, I. (1993). Novos percursos e novos conceitos. Sociologia - Problemas e Prática, (13), 59–74.
Jackson, H., & Svesson, K. (2002). Ecovillage living: Restoring the Earth and her people. Devon: Green Book and Gaia Trust.
Kates, R. W., Parris, T. H., & Leiserowitz, A. A. (2005). What is sustainable development? Goals, indicators, values and practice. Environment: Science and Policy for Sustainable Development, 47(3), 8-21.
Latour, B. (1994). Jamais fomos modernos: Ensaio de Antropologia Simétrica. Rio de Janeiro: Editora 34.
Madeira, F. B., Filgueira, D. A., Bosi, M. L. M., & Nogueira, J. A. D. (2018). Lifestyle, habitus, and health promotion: Some approaches. Saúde e Sociedade, 27(1).
Maricato, E. (2015). Para entender a crise urbana. São Paulo: Expressão Popular.
Mattos, T. P. (2015). Ecovilas: A construção de uma cultura regenerativa a partir da práxis de Findhorn, Escócia (Tese de Doutorado). Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Mülfarth, R. C. K. (2003). Arquitetura de baixo impacto humano e ambiental (Tese de Doutorado) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo.
Nunes, D., & Andrade, K. (2017). Panorama de algumas ecovilas baianas segundo princípios de sustentabilidade. In Anais, Seminário urbBA[17] URBANISMO EM COMUM: novas formulações do urbanismo enquanto tecnologia social. Salvador, BA. Recuperado de https://urbba17.wixsite.com/urbba17/trabalhos-completos
Organização das Nações Unidas. (2015). Transformando nosso mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Recuperado de http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/RES/70/1&Lang=E
Pereira, S. M. (2012). Casa e mudança social: Uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa. Lisboa: Caleidoscópio.
Rodrigues, A. M. (2011). A matriz discursiva sobre o meio ambiente: produção do espaço urbano – agentes, escalas, conflitos. In A. F. A. Carlos, M. L. Souza, & M. E. B. Spolito (Eds.), A produção do espaço urbano – Agentes e processos, escalas e desafios (pp. 203-207). São Paulo: Contexto.
Sachs, I. (2002). Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond.
Silva, M. G. (2010). Questão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: Um desafio ético-político ao serviço social. São Paulo: Cortez.
Spring, Ú. O. (2016). Perspectives of global environmental change in the Anthropocene. In G. Sosa-Nunez, & E. Atkins (Eds.), Environment, Climate Change and International Relations (pp. 29-41). Bristol: E-International Relations Publishing.
Taggart, J. (2009). Inside an ecovillage. Alternatives Journal, 35(5), 20–21.
Taipa-Fonllem, C., Corral-Verdugo, V., & Fraijo-Sing, B. (2017). Sustainable behavior and quality of life. In G. Fleury-Bahi, O. Navarro, & E. Pol (Eds.). Handbook of environmental psychology and quality of life research (pp. 173-184). Cham: Springer.
Veiga, J. E. (2015). A mais generosa visão do futuro. In J. E. Veiga, Para entender o desenvolvimento sustentável (pp. 9-46). São Paulo: Editora 34.
Zeybek, O., & Arslan, M. (2015). Ecovillages: the place where ecotourism turns into educational tourism. In Anais, 1st International Conference, on Sea and Coastal Development in the Frame of Sustainability. Karadeniz Technical University, Turkey.
World Commission on Environment. (1987). Report of the World Commission on Environment and Development: Our Common Future. Recuperado de https://sustainabledevelopment.un.org/content/documents/5987our-commonfuture.pdf
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Psicologia USP 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
