Patriarcat et parlemen t: la violence politique contre les femmes au sein du pouvoir Législatif fédéral brésilien
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e246045Mots-clés :
femmes en politique, violence politique fondée sur le genre, parlement fédéral, féminisme marxisteRésumé
Cet article analyse les formes de violence politique fondée sur le genre vécues par des femmes élues au Parlement fédéral de l’État du Rio Grande do Norte. Ancré dans le féminisme marxiste et l’approche matérialiste historico-dialectique, l’étude appréhende la violence politique comme un phénomène structurel, inscrit dans les dynamiques de la reproduction sociale articulant patriarcat, racisme et capitalisme. Basée sur des entretiens semi-directifs menés auprès de parlementaires élues entre 1990 et 2018, la recherche met en évidence la manière dont la division sexuelle et raciale du travail conditionne l’accès des femmes à la politique institutionnelle, leur maintien et l’exercice de leur mandat. Les résultats montrent que la violence politique ne se manifeste pas de manière homogène, mais varie selon les positions sociales, raciales et institutionnelles occupées par les femmes, à travers des pratiques symboliques, institutionnelles et directes telles que la délégitimation, l’entrave à l’exercice du mandat et le harcèlement. Bref, cette violence constitue un mécanisme de régulation de la présence des femmes au pouvoir, renforçant les hiérarchies structurelles de genre, de race et de classe.
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