Le positionnement de la Psychologie face à la Contre-Réforme Psychiatrique : réflexions antiasilaires

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DOI :

https://doi.org/10.1590/0103-6564e246423

Mots-clés :

réforme psychiatrique, lutte antiasilaire, émancipation, psychologie critique

Résumé

La Réforme Psychiatrique (Loi 10.216/2001) a instauré des soins de santé mentale fondés sur la liberté, la citoyenneté et l'inclusion, par l'abolition des asiles et l'implantation de services communautaires. Cependant, ces dernières années ont marqué le retour du paradigme asilaire via la Contre-Réforme Psychiatrique. Cette étude analyse les positions de la Psychologie face à cette Contre-Réforme entre 2014 et 2024 à travers les publications scientifiques. La méthode employée est la recherche bibliographique. Les résultats indiquent un recul des politiques de santé mentale, orchestré principalement par le gouvernement fédéral. Il est démontré que la crise économique, sous une logique néolibérale, est le principal facteur des attaques contre les principes de la Réforme. Bien que les publications et le Conseil Fédéral de Psychologie s'opposent à la Contre-Réforme, leurs positions se concentrent sur la garantie des droits, délaissant l'importance des transformations structurelles de la société.

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Biographies des auteurs

  • Guilherme Araújo Marques da Silva

    Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.

  • Natan Vitor da Silva, Universidade Federal de Goiás

    Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.

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Publiée

2026-07-15

Numéro

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Artigos

Comment citer

Le positionnement de la Psychologie face à la Contre-Réforme Psychiatrique : réflexions antiasilaires. (2026). Psicologia USP, 37, e246423. https://doi.org/10.1590/0103-6564e246423