La forme juridique dans les politiques sociales : critique marxiste du sujet de droit et des relations juridiques capitalistes
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e246651Mots-clés :
sujet de droit, forme juridique, politiques sociales, marxismeRésumé
L’article analyse la notion centrale de « garantie des droits » dans les politiques sociales brésiliennes, notamment l’assistance sociale, en problématisant l’usage récurrent de la catégorie de « sujet de droits ». S’inscrivant dans la tradition marxiste, en particulier la théorie de la forme juridique, il soutient que le sujet de droit ne constitue pas une catégorie universelle, mais une forme sociale historiquement liée aux relations marchandes du capitalisme. Dans ce cadre, il examine comment l’incorporation de cette catégorie dans les politiques sociales produit une tension fondamentale : tout en orientant l’expansion formelle des droits, elle opère dans les limites d’une forme juridique qui exprime et reproduit les inégalités que ces politiques cherchent à affronter. Enfin, les implications de cette contradiction pour la pratique de la psychologie au sein des politiques sociales sont mises en évidence.
Téléchargements
Références
Anderson, P. (1995). Balanço do neoliberalismo. In E. Sader & P. Gentili (Orgs.), Pós-neoliberalismo: As políticas sociais e o Estado democrático (pp. 9-37). São Paulo, SP: Paz & Terra.
Behring, E. R. (2023). Capitalismo em crise e projetos para um Brasil em turbulência. Revista Em Pauta: Teoria Social e Realidade Contemporânea, 21(51), 28-43. doi: 10.12957/rep.2023.72461
Behring, E. R., & Boschetti, I. (2011). Políticas sociais: Fundamentos e história. São Paulo, SP: Cortez.
Boechat, F. (2022). A psicologia entre a política social e o poder popular. In Associação Brasileira de Psicologia Social (Org.), Psicologia e políticas sociais (pp. 25-44). Porto Alegre, RS: Abrapso.
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (1988). Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Couto, B. R. (2015). Assistência social: Direito social ou benesse? Serviço Social & Sociedade, (124), 665-677. doi: 10.1590/0101-6628.045
Cruz, L. R., & Guareschi, N. M. F. (2010). A constituição da assistência social enquanto política pública. In L. R. Cruz & N. M. F. Guareschi (Orgs.), Políticas públicas e assistência social: Diálogo com as práticas psicológicas (pp. 13-40). Petrópolis, RJ: Vozes.
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2015). As relações entre o Sistema Único de Assistência Social – SUAS e o Sistema de Justiça. Brasília, DF: Ipea. Recuperado de https://www.mpba.mp.br/sites/default/files/biblioteca/crianca-e-adolescente/suas/manual/suas.pdf
Jacinto, P. M. S. (2021). Sistema Único de Assistência Social e Sistema de Justiça: Explicitando problemáticas e orientações a psicólogas(os). Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, 10(2), 246-258. doi: 10.17267/2317-3394rpds.v10i2.3555
Konder, L. (2002). A questão da ideologia. São Paulo, SP: Companhia das Letras.
Lacerda Jr., F. (2015). Podem as políticas públicas emancipar? In A. F. Lima, D. C. Antunes & M. G. A. Calegare (Orgs.), Psicologia social e os atuais desafios ético-políticos no Brasil (pp. 110-127). Porto Alegre, RS: Abrapso.
Mandel, E. (1990). A crise do capital: Os fatos e sua interpretação marxista. São Paulo, SP: Ed. Ensaios.
Marx, K. (2008). Contribuição à crítica da economia política (F. Fernandes, trad., 2a ed.). São Paulo, SP: Expressão Popular. (Trabalho original publicado em 1859)
Marx, K. (2013). O capital: Crítica da economia política: Livro I: O processo de produção do capital (R. Enderle, trad.). São Paulo, SP: Boitempo. (Trabalho original publicado em 1867)
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. (2004). Política nacional de assistência social. Brasília, DF: MDS. Recuperado de https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. (2012). Norma operacional básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS). Brasília, DF: MDS. Recuperado de https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/nobsuas_2012.pdf
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. (2016). Nota técnica nº 2/SNAS/MDS: nota técnica sobre a relação entre o Sistema Único de Assistência Social – SUAS e os órgãos do Sistema de Justiça. (2016, 11 de maio). Brasília, DF: MDS. Recuperado de https://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/assistencia_social/nota_tecnica_120520016.pdf
Naves, M. B. (2008). Marxismo e direito: Um estudo sobre Pachukanis. São Paulo, SP: Boitempo.
Netto, J. P. (2007). Capitalismo monopolista e serviço social (6a ed.). São Paulo, SP: Cortez.
Netto, J. P. (2013). Uma face contemporânea da barbárie. Novos Rumos, 50(1).
Netto, J. P., & Braz, M. (2009). Economia política: Uma introdução crítica. São Paulo, SP: Cortez.
Conselho Federal de Psicologia. (2016). Nota técnica nº 1/2016 – CONPAS/CFP: Orientações sobre documentos elaborados por psicólogas e psicólogos no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Brasília, DF: CFP. Recuperado de http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Nota-T%C3%A9cnica-n%C2%BA-001-2016-CONPAS-CFP.pdf
Conselho Federal de Psicologia. (2012). Referências técnicas para prática de psicólogas(os) no Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS. Brasília, DF: CFP. Recuperado de https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/08/CREPOP_CREAS_.pdf
Conselho Federal de Psicologia. (2019, 1º de abril). Resolução CFP nº 6, de 29 de março de 2019. Institui regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o) no exercício profissional. Brasília, DF: CFP. Recuperado de https://www.sepsi.ufscar.br/arquivos/regulamentacao/resolucaocfp-06-2019.pdf
Conselho Nacional de Assistência Social. (2023, 4 de agosto). Resolução CNAS nº 119, de 4 de agosto de 2023. Aprova os parâmetros para a atuação do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) na relação interinstitucional da rede socioassistencial com o Sistema de Justiça e outros órgãos de defesa e garantia de direitos. Brasília, DF: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Oliveira, I. F., Campos, G. A., Tannuss, R. W., & Morais, L. C. A. (2025). Subordinação ou articulação? As práticas psicológicas na interface SUAS e sistema de Justiça. Estudos de Psicologia, 29(3), 1-10.
Oliveira, N. L. A., & Oliveira, I. F. (2016). Os psicólogos na assistência social: indícios de sua presença pré-SUAS. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 16(2), 382-400.
Pachukanis, E. B. (2017). Teoria geral do direito e marxismo (P. V. de Almeida, trad.). São Paulo, SP: Boitempo. (Trabalho original publicado em 1924)
Sarmento, D. (2008). A proteção judicial dos direitos sociais: Alguns parâmetros ético-jurídicos. In C. P. Souza Neto & D. Sarmento (Orgs.), Direitos sociais: Fundamentos, judicialização e direitos sociais em espécie (pp. 554-555). Rio de Janeiro, RJ: Lumen Juris.
Sartori, V. B. (2016). Direito, política e reconhecimento: Apontamentos sobre Karl Marx e a crítica ao direito. Revista da Faculdade de Direito UFPR, 61(2), 203-233. doi: 10.5380/rfdufpr.v61i2.43847
Stutchka, P. I. (1988). Direito e luta de classes: Teoria geral do direito (S. D. Chagas, trad.). São Paulo, SP: Ed. Acadêmica. (Trabalho original publicado em 1921)
Telles, V. S. (1998). Direitos sociais: Afinal do que se trata? Revista USP, (37), 34-45. doi: 10.11606/issn.2316-9036.v0i37p34-45
Yamamoto, O. H. (2012). 50 anos de profissão: Responsabilidade social ou projeto ético-político? Psicologia: Ciência e Profissão, 32, 6-17. doi: 10.1590/S1414-98932012000500002
Yamamoto, O. H., & Oliveira, I. F. de. (2010). Política social e psicologia: Uma trajetória de 25 anos. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26, 9-24.
Yazbek, M. C. (2012). Pobreza no Brasil contemporâneo e formas de seu enfrentamento. Serviço Social & Sociedade, (110), 288-322.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Psicologia USP 2026

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
