De l’ontologie du travail à la critique de la science dans le capitalisme: implications pour la psychologie
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e246799Mots-clés :
science, psychologie, précarisation du travail, néolibéralismeRésumé
Cet article analyse l’origine de la science dans sa relation ontologique avec le travail, en indiquant qu’elle émerge dans la praxis sociale à partir des besoins humains. Son inscription dans le système socio-métabolique du capital est examinée, en soulignant son caractère bourgeois et sa relation avec le progrès technologique et l’accumulation du capital. Les offensives de la classe dominante sont abordées, telles qu’elles s’expriment dans des pratiques politico-économiques néolibérales qui intensifient la précarisation des conditions de vie et de travail des travailleurs en général et des psychologues en particulier. Les conditions précaires de formation et de travail des psychologues au Brésil peuvent limiter l’avancement de la science. On conclu que, bien que la Psychologie ne se limite pas à être un instrument de la classe dominante, elle ne peut pas être considérée comme une réponse à la souffrance de la classe ouvrière. Le dépassement de ces problèmes réside dans l’auto-organisation collective orientée vers une transformation radicale de la société.
Téléchargements
Références
Adams, G., Estrada-Villalta, S., Sullivan, D., & Markus, H. R. (2019). The psychology of neoliberalism and the neoliberalism of psychology. Journal of Social Issues, 75(1), 189-216. doi: 10.1111/josi.12305
Bado, P. P., Mezavilla, M. L., Van Deursen, M., Cito, L., Bastos, L., Alves, A., Sales, R. R., Castro, J. G., Francisco, P., Valle-Simões, A., Bittencourt, L. G., Melo, D. A. C., Bueno, N. R., Loureiro, G. V., Portela, F. B., Souza, E. S., Capocchi, C. V., Carvalho, M., Martins, A. C. B., Fonseca, M. N., Souza Neto, M. S., Rocha, J. P. P., Borelli, G. C., Marca, R., Leal, M., Nepomuceno, I. B., Vera, I., Vinagre, J. C., Rocha, C. A., Andrade, V. D., & Neufeld, C. B. (2025). Graduação em psicologia no Brasil: Mapeamento nacional das matrizes curriculares. Psicologia: Ciência e Profissão, 45(1), 1-15. doi: 10.1590/1982-3703003298124
Bock, A. M. B., Rosa, E. Z., Amaral, M. M., Ferreira, M. R., & Gonçalves, M. G. M. (2022). O Compromisso Social da Psicologia e a Possibilidade de uma Profissão Abrangente. Psicologia: Ciência e Profissão, 42, e262989. doi: 10.1590/1982-3703003262989
Cassepp-Borges, V. (2013). Desafios para o futuro da psicologia: Contribuições da psicologia na construção do conhecimento no século XXI. Psicologia: Ciência e Profissão, 33, 14-23.
Chaui, M. (2014). Contra a universidade operacional: A greve de 2014. São Paulo, SP: Adusp. Recuperado de https://www.adusp.org.br/files/database/2014/tex_chaui.pdf
Dal Rosso, S. (2008). Mais trabalho! A intensificação do labor na sociedade contemporânea. São Paulo, SP: Boitempo.
Engels, F. (2012). A origem da família, da propriedade privada e do Estado (L. Konder, trad.; 3a ed.). São Paulo, SP: Expressão Popular. (Trabalho original publicado em 1884)
Fargoni, E. H. E., Zacarias, M., & Silva Jr., J. R. (2023). Notas teóricas sobre educação, ciência e neoliberalismo no Brasil. Revista Educação Online, 18(42), 1-17. doi: 10.36556/eol.v18i42.1272
Franco, T., Druck, G., & Seligmann-Silva, E. (2010). As novas relações de trabalho, o desgaste mental do trabalhador e os transtornos mentais no trabalho precarizado. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 35(122), 229-248. doi: 10.1590/S0303-76572010000200006
Grillo, S., & Reis, S. M. C. (2025). Precarização do trabalho no setor público, austeridade e neoliberalismo: Ampliação das contratações temporárias na administração pública federal. Revista Direito das Relações Sociais e Trabalhistas, 8(2), 89-111.
Grohmann, R. (2020). Plataformização do trabalho: Entre dataficação, financeirização e racionalidade neoliberal. Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação da Comunicação e da Cultura, 22(1), 106-122.
Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. (1996, 14 de maio). Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm
Lukács, G. (1978). As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem: Temas de ciências humanas. São Paulo, SP: Ciências Humanas.
Lukács, G. (2018). Para uma ontologia do ser social volume 1. (S. Lessa, trad.). Maceió, AL: Coletivo Veredas.
Marx, K. (2013). O capital: Crítica da economia política: Livro I: o processo de produção do capital (R. Enderle, trad.). São Paulo, SP: Boitempo.
Pavón-Cuéllar, D. (2017). Subjetividad y psicología en el capitalismo neoliberal. Revista Psicologia Política, 17(40), 589-607.
Pega, F., Náfrádi, B., Momen, N. C., Ujita, Y., Streicher, K. N., Prüss-Üstün, A. M., Technical Advisory Group, Descatha, A., Driscoll, T., Fischer, F. M., Godderis, L., Kiiver, H. M., Li, J., Hanson, L. L. M., Regulies, R., Sorensen, K., & Woodruff, T. J. (2021). Global, regional, and national burdens of ischemic heart disease and stroke attributable to exposure to long working hours for 194 countries, 2000-2016: A systematic analysis from the WHO/ILO Joint Estimates of the Work-related Burden of Disease and Injury. Environment International, 154, 106595. doi: 10.1016/j.envint.2021.106595
Santos, T. (1983). Revolução científico-técnica e capitalismo contemporâneo. Petrópolis, RJ: Vozes.
Wood Jr., T., & Trivelli, A. (2022). A transformação do ensino superior no Brasil: Um estudo de caso sobre a criação de um grande grupo educacional privado. Cadernos EBAPE.BR, 20(3), 420-433. doi: 10.1590/1679-395120210180
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Psicologia USP 2026

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
