Antipsychologie et critique marxiste de la psychologie : une question éclipsée
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e246854Mots-clés :
antipsicología, marxismo, emancipación humana, Martín-Baró, psicología críticaRésumé
L’article discute de la proposition d’une « antipsychologie de la libération » dont l’objectif n’est pas de réformer ou d’humaniser la psychologie, mais de promouvoir son dépassement historico-concret par l’action politique. Il ressaisit une question demeurée dans l’ombre au sein du débat critique de la psychologie brésilienne depuis la fin des années 1980 : la nécessité de la négation de la psychologie comme science autonome et profession spécialisée. En s’appuyant sur des auteurs brésiliens tels que Marco Antonio de Castro Figueiredo, Oswaldo Hajime Yamamoto, Wilson Coutinho Júnior et Pedro Henrique Antunes da Costa, et en s’inspirant de la notion marxiste de « dépérissement de l’État », le texte réactive cette tradition antipsychologique marxiste. Il soutient que l’émancipation humaine exige la réabsorption sociale des soins actuellement délégués aux spécialistes psy et que, dans une société socialiste, de nouveaux rapports sociaux permettraient le « dépérissement de la psychologie ».
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