Humanité et Animalité dans l’Histoire de la Folie
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e230130Mots-clés :
animalidade, loucura, saúde mental, descolonialidadeRésumé
Ce travail vise à comprendre comment les concepts d’animalité et d’humanité ont impacté la conception du fou à l’époque contemporaine. Depuis le Moyen Âge, le thème de la folie s’est imposé comme un élément emblématique de l’histoire, en impactant la conception du concept d’homme occidental. Le rapprochement de la folie à l’animalité a des implications sur les méthodes inhumaines appliquées au traitement de la folie. Ainsi, cet essai théorique concaténe des données historiques de l’œuvre de Michel Foucault (1978) pour analyser les concepts d’humain et d’animal et leur applicabilité au phénomène de la folie. De plus, la perspective décoloniale de Frantz Fanon est utilisée afin de rapprocher ce phénomène à des opérations menées pendant la période coloniale, révélant que la déshumanisation du différent apparaît comme une stratégie systématique d’assujettissement des soi-disant “déviants” parties de la société.
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