Teatro Oficina: la tragycomédiorgye comme réexistence

Auteurs

  • Isadora Fração Lago Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml
  • Amadeu de Oliveira Weinmann Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml

DOI :

https://doi.org/10.1590/0103-6564e230177

Mots-clés :

Teatro Oficina, tragycomédiorgye, carnavalisation, anthropophagie, réexistence

Résumé

A partir de la tragycomédiorgye créée par le Teatro Oficina et présentée dans le spétacle Bacantes, cet article reflète sur certaines influences qui participent au style développé par la compagnie, ainsi que sur ses effets subjectivisants possibles. En combinant tragédie, comédie et orgie, Teatro Oficina construit une pratique subversive qui critique la représentation dramatique prévalante dans un certain type de théâtre en promouvant une nouvelle approche, intéressée par la puissance de la rencontre rituelle et l’expressivité du chœur dionysiaque. Dévorant la tragédie grecque Les bacchantes, dans une appropriation anthropophagique influencée par la pensée oswaldienne,  la compagnie fait découvrir à son public l’univers tragique à la brésilienne, contaminé par l’humour et la carnavalisation. Favorisant les transgressions dans les formes artistiques stagnantes, le travail d’Oficina ouvre des brèches pour que l’art soit un instrument de réexistence, ménant des transformations esthétiques liées à de nouvelles formes de vie.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographies des auteurs

  • Isadora Fração Lago, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Santa Maria, RS, Brasil.

  • Amadeu de Oliveira Weinmann, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Références

Andrade, O. (2017). Manifesto antropófago e outros textos. São Paulo, SP: Penguin/Companhia das Letras. (Trabalho original publicado em 1928).

Artaud, A. (2006). O teatro e seu duplo. São Paulo, SP: Martins Fontes.

Bakhtin, M. (1987). A cultura popular na Idade Média e no Renascimento – o contexto de François Rabelais (Y. F. Vieira, trad.). São Paulo, SP/Brasília, DF: Edunb/HUCITEC.

Birman, J. (2020). Frente e verso: o trágico e o cômico na desconstrução do poder. In A Slavutzky & D. Kupermann (Orgs.), Seria trágico… se não fosse cômico: humor e psicanálise (2a ed., pp. 61-80). Porto Alegre, RS: Artes & Ecos.

Brandão, J. (1987). Mitologia grega (Vol. 2). Petrópolis, RJ: Vozes.

Campos, H. (2006). Metalinguagens e outras metas: ensaios de teoria e crítica literária. São Paulo, SP: Perspectiva.

Corrêa, J. C. M. (1998). Primeiro ato: cadernos, depoimentos, entrevistas (1958-1974). São Paulo, SP: Editora 34.

Eurípides. (2010). As bacantes (E. de Sousa, trad.). São Paulo, SP: Hedra.

Freud, S. (1996). Totem e tabu. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 13, pp. 21-163). Rio de Janeiro, RJ: Imago (Trabalho original publicado em 1913).

Freud, S. (1996). O mal-estar na civilização. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 21, pp. 66-148). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1930).

Kupermann, D. (2010). Humor, desidealização e sublimação na psicanálise. Psicologia Clínica, 22(1), 193-207. doi: 10.1590/S0103-56652010000100012

Lopes, K., & Cohn, S. (Orgs.) (2008). Encontros: Zé Celso Martinez Corrêa. Rio de Janeiro, RJ: Beco do Azougue.

Maffesoli, M. (1985). A sombra de Dionísio: contribuição a uma sociologia da orgia (A. R. Trinta, trad.). Rio de Janeiro, RJ: Edições Graal.

Magno, M. D. (1986). Psicanálise & polética. Rio de Janeiro, RJ: A Outra.

Matta, R. (1977). Ensaios de antropologia estrutural (2a ed.). Petrópolis, RJ: Vozes.

Matta, R. (1997). Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro, RJ: Rocco.

Maurano, D. (2006). A estética trágica do feminino e da psicanálise. Revista de Letras, 46(1), 77-90.

Meiches, M. P. (2020). A cidade se cura no teatro. Revista Sala Preta, 20(2), 131-143. doi: 10.11606/issn.2238-3867.v20i2p131-143

Mostaço, E. (2020). Zé, o homem político em cena. Revista Sala Preta, 20(2), 117-129. doi: 10.11606/issn.2238-3867.v20i2p117-129

Nietzsche, F. W. (2007). O nascimento da tragédia, ou helenismo e pessimismo (J. Guinsburg, trad.). São Paulo, SP: Companhia das Letras.

Quinet, A. (2012). Os Outros em Lacan. Rio de Janeiro, RJ: Zahar.

Ramalho, S. A. (2010). Uma alegria subversiva: o que se aprende em uma escola de samba? (Tese de Doutorado). Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Ramos, L. F. (2020). Comida de coro: de Gracias, señor à Uzyna Uzona. Revista Sala Preta, 20(2), 105-115. doi: 10.11606/issn.2238-3867.v20i2p105-115

Rivera, T. (2020). Psicanálise antropofágica (identidade, gênero, arte). Porto Alegre, RS: Artes e Ecos.

Rolnik, S. (2023). Subjetividade antropofágica. Revista Concinnitas, 23(44), 132-149. doi: 10.12957/concinnitas.2022.74750

Silva, A. S. (2008). Oficina: do teatro ao te-ato (2a ed.). São Paulo, SP: Perspectiva.

Titãs (1987). Comida. In Jesus não tem dentes no país dos banguelas [disco]. Rio de Janeiro: WEA.

Veloso, C. (2017). Verdade tropical (3a ed.). São Paulo, SP: Companhia das Letras.

Xavier, R. (2019). Reminiscências da antropofagia oswaldiana. Leviathan, 15, 1-21.

Téléchargements

Publiée

2026-06-08

Numéro

Rubrique

Artigos

Comment citer

Teatro Oficina: la tragycomédiorgye comme réexistence. (2026). Psicologia USP, 37, e230177. https://doi.org/10.1590/0103-6564e230177