Vida após a morte
Viúvas e propriedade na sede do vice-reinado (Rio de Janeiro, c.1763 – c.1808)
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.v13i13p135-149Palavras-chave:
viúvas, Rio de Janeiro, família, economiaResumo
O século XVIII ficou marcado pela inserção, em definitivo, da capitania do Rio de Janeiro nas trocas comerciais do Império Luso. A atividade mercantil deslocou-se para o sul da América Lusa, intensificando-se as viagens das frotas para a África. Nesse momento a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro tornou-se sede do vice-reino e ganha destaque a produção de cana, especialmente no recôncavo da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e no norte fluminense. Nosso objetivo neste trabalho é analisar a participação das mulheres viúvas na sociedade e economia do vice-reino em meio a essas mudanças. Os documentos nos permitem observar que, no interior do Antigo Sistema Colonial, as viúvas negociavam escravos e produtos, administravam negócios, requisitavam sesmarias, participavam da economia de subsistência e assumiam a tutela de seus filhos órfãos. A atuação dessas mulheres ultrapassava os tradicionais papéis de gênero e invadia o mundo dos engenhos e da mercancia. As viúvas não eram elementos estranhos à sociedade do Antigo Regime, elas eram parte integrante de um mundo em que a morte vivia à espreita, fosse em função de doenças constantes, guerras ou perigos desconhecidos em territórios em expansão. Tornar-se viúva implicava assumir filhos e negócios, em princípio, administrados pelos maridos quando vivos. Entretanto, a documentação demonstra a participação, muitas vezes direta, dessas mulheres na atividade econômica do casal, bem como o reconhecimento da capacidade delas para conduzi-la, registrada pelo marido em seus testamentos.
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