A cidade do medo
“André Louco” e a representação da violência no sertão goiano
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.21.2025.233270Palavras-chave:
loucura, violência, sertão goiano, Bernardo Élis , LiteraturaResumo
Este artigo se propõe a tecer uma reflexão sobre as teias do medo e da violência que permeiam a literatura regional no estado de Goiás, revelando como essas forças se entrelaçam na narrativa da vida. Para isso, lança um olhar sobre o conto André Louco (1978), de Bernardo Élis, no qual a loucura, o temor e a brutalidade pintam o imaginário regional e moldam o universo do autor. Busca-se entender as práticas violentas que se manifestam na cidade e na dimensão cultural do tempo, mostrando que a literatura emerge como um espelho do mundo rural marcado pela violência. Nesse caminho, reflete-se acerca de como a história ilumina a percepção do que é ser considerado “louco” e como essa loucura não se restringe a um único ser, mas ressoa entre diversos agentes sociais no sertão de Goiás.
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