El tren que nunca partió: proyectos de integración nacional y el ferrocarril del sertão Mossoró–São Francisco en los albores de la República

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.233759

Palabras clave:

Ferrocarril, Integración nacional, Meira e Sá, Mossoró-São Francisco, Sertão

Resumen

La construcción de un ferrocarril que conectaría las ciudades de Mossoró, en Rio Grande do Norte, con Petrolina, en el estado de Pernambuco, fue propuesta por el senador Francisco de Salles Meira e Sá en 1909. Su objetivo era interconectar el sertão desde el puerto de Mossoró hasta Petrolina, permitiendo la conexión con el río São Francisco, navegable hasta Pirapora, en Minas Gerais. El audaz proyecto fue aprobado en su momento por el Senado Federal; sin embargo, nunca se llevó a cabo. Este artículo tiene como objetivo analizar los argumentos utilizados en la elaboración de dicho proyecto, incluyendo los documentos legislativos y sus dictámenes, así como la opinión pública que circuló en periódicos y libros, cargada de discursos estereotipados sobre la figura del sertanejo, con el propósito de revelar sus desdoblamientos y las causas de su fracaso. Se parte de la hipótesis de que los planes republicanos de progreso e integración de economías orientadas a la exportación de productos agrícolas de Brasil, aunque eran un deseo de las élites, estaban marcados por intereses gubernamentales en relación con los proyectos de desarrollo, con énfasis en las políticas del Sur, Sudeste y Centro-Oeste de Brasil a inicios del siglo XX.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

ALBUQUERQUE JR, D. M. de. A invenção do Nordeste e outras artes. Prefácio de Margareth Rago. Edição n. 5 - São Paulo: Cortez, 2011.

BARTHES, R. Mitologias. São Paulo: DIFEL, 1985

BORGES, B. “Ferrovia e modernidade”. Revista UFG, vol. XII, nº 11, dez. 2011.

BRASIL, B. O Paiz. Hemeroteca Digital Brasileira. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2 abr. 2015. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasil.

BRASIL. Projeto nº 41, de 1909. “Determina a construção de uma estrada de ferro de Mossoró ao Rio São Francisco”. In: MEIRA E SÁ, Francisco de Sales. Do litoral da zona das secas ao Brasil Central: estrada de ferro de Mossoró ao rio São Francisco. Fac-símile. Mossoró: Companhia Editora do Rio Grande do Norte, 1910

BRASIL. Senado Federal. “Parecer n. 337, de 1909”. In: MEIRA E SÁ, Francisco de Sales. Do litoral da zona das secas ao Brasil Central: estrada de ferro de Mossoró ao rio São Francisco. Fac-símile. Mossoró: Companhia Editora do Rio Grande do Norte, 1910

BRUE, S. L. História do Pensamento Econômico. São Paulo: Pioneira, 2005.

CERTEAU, M. de. A invenção do cotidiano. Artes de fazer. 22ª ed. São Paulo: Vozes, 2014.

CLUB DE ENGENHARIA. “Estrada de Ferro de Mossoró: estudo e parecer”. Elaborado por Cesar de Campos. Rio de Janeiro: Typographia do Jornal do Commercio, de Rodrigues & C., 1916.

CUNHA, E. da. Os Sertões: campanha de Canudos. 3. ed. Rio de Janeiro: Laemmert, 1906.

DAUMIER, Honoré. The Railway: Too Late. Xilogravura, 16 x 22,5 cm. França, 1862. Sob a guarda de The Cleveland Museum of Art.

DIARIO do Natal. Natal: Órgão do Partido Republicano, 1909. Edição n. 03780. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasil.

DOLHNIKOFF, M. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005.

EISENBERG, P. L. Modernização sem mudança: a indústria açucareira em Pernambuco, 1840-1910. Tradução de João Maia. Apresentação de Manuel Correia de Andrade. Rio de Janeiro: Paz e Terra; Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1977. 294 p. il. (Estudos brasileiros, v. 15).

EL-KAREH, A. C. Filha branca de mãe preta: a Companhia da Estrada de Ferro D. Pedro II (1855-1865). Petrópolis, RJ: Vozes, 1982.

HARDMAN, F. F. Trem fantasma, a modernidade na selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

HAUSERMANN, Rémy. Mapa Geral do Brasil: segundo os mais recentes trabalhos. 1909. Escala 1:10.000.000. Papel e mídia impressa; dimensões: altura 50,5 cm, largura 49,7 cm. Acervo do Museu Paulista (USP), Coleção João Baptista de Campos Aguirra. Número de inventário: 1-05347-0000-0000.

HOSBSBAWM, E. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.

JORNAL do Recife. Recife: Tipografia do Jornal do Recife, 1876. Edição n. 00065.

LANNA, A. L. D. “Ferrovias no Brasil 1870-1920”. História Econômica & História de Empresas, vol. III, n 01, 2005.

MARX, K. “A lei geral da acumulação capitalista”. Produção progressiva de uma superpopulação relativa ou exército industrial de reserva. In: MARX, K. O capital: crítica da economia política. Livro I. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013, p. 461-468.

MEIRA E SÁ, F. de S. Do litoral da zona das secas ao Brasil Central: estrada de ferro de Mossoró ao rio São Francisco. Fac-símile. Mossoró: Companhia Editora do Rio Grande do Norte, 1910.

MEIRA E SÁ, F. de S. Ecos do Sertão. Natal, RN: Typ. d' A República, 1912.

MEIRA, S. “Olyntho José Meira, presidente de duas províncias do Império (Pará, 1861 – R.G. do Norte, 1863 a 1866)”. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro: IHGB, ano 1981, edição 000332 (15).

MELLO, E. C. de. O norte agrário e o império: 1871-1889. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

MELLO, J. M. C. de. O capitalismo tardio. São Paulo: Ed. Unesp/Facamp, 2009.

O PAIZ. Rio de Janeiro: [s.n.], 25 jul. 1911. Ano XXVII, n. 9788.

O PAIZ. Rio de Janeiro: [s.n.], 9 set. 1911. Ano XXVII, n. 9788.

REVISTA do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Comissão: Luís da Câmara Cascudo; Tarcísio N. Medeiros; Boanerges Soares. Volume LV, 1962-1963. Natal: Departamento Estadual de Imprensa, 1965.

SAES, F. Ferrovias no Brasil. São Paulo: HUCITEC, 1990.

SAES, F. A. M. de; SAES, A. M. História Econômica Geral. São Paulo: Saraiva, 2013.

STIEL, W. C. História do transporte urbano no Brasil. São Paulo: EBTU, 1984.

Publicado

2026-05-27

Cómo citar

do Carmo Leite, L., & Alves Dias, T. (2026). El tren que nunca partió: proyectos de integración nacional y el ferrocarril del sertão Mossoró–São Francisco en los albores de la República. Revista Angelus Novus, 22, 233759. https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.233759