El perpetrador en la Nueva República y las disputas por la memoria de la ditadura: el caso del Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.21.2025.236261Palabras clave:
Dictadura Militar, perpetradores , memoria de la dictaduraResumen
Este artículo analiza el papel del coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra en las disputas por la memoria de la dictadura en Brasil y, a partir de ello, busca contribuir a la comprensión de los conflictos actuales en torno al pasado de violencia. Para tal fin, se aborda la trayectoria del coronel durante el régimen militar, su implicación en las disputas por la memoria de la dictadura a partir de los años 1980 y, por último, la recuperación de su figura por parte de la extrema derecha actual. En términos generales, el artículo parte de la hipótesis de que Ustra desempeñó un papel relevante en la construcción de una memoria pro-dictadura que, en los últimos años, ha ganado espacio con el ascenso de grupos vinculados a la derecha autoritaria.
Descargas
Referencias
Fontes Primárias
Apreciação S/Nº. – A1. 27/03/1
Arquivo Nacional, fundo: Comissão Nacional da Verdade – 00092000544201584. folhas de alteração de Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Arquivo Nacional. Fundo: Comissão Nacional da Verdade - BR RJANRIO CNV.0.DPO.00092000823201386. Ofício entregue por oficial de Justiça à Comissão Nacional da Verdade com cópia de decisão nos autos do habeas corpus nº 24063-55.2013.4.01.3400 impetrado em favor de Carlos Alberto Brilhante Ustra. Data: 08/05/2013.
Brilhante Ustra é o sexto autor de não ficção mais vendido do país. Folha de São Paulo, São Paulo, 3 de junho de 2016.
Conheça o livro de cabeceira de Jair Bolsonaro: “a verdade sufocada”. Infomoney, 31 de julho de 2018. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/politica/conheca-o-livro-de-cabeceira-de-jair-bolsonaro-a-verdade-sufocada/ (consultado em 17/01/2025).
Leônidas diz que Ustra não será punido pelo livro sobre guerrilha. O Globo, 11 de março de1987.
ORVIL: as tentativas de tomada do poder, 1988.
USTRA, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV). Data: 10/05/2013.
USTRA, Carlos Alberto Brilhante. Coronel Ustra: excessos pode ter havido de ambos os lados. Entrevista concedida ao jornal Zero Hora. Jornal Zero Hora, Rio Grande do Sul, 27 de maio de 2014.
Referências bibliográficas
AARÃO, Daniel. Ditadura militar: esquerdas e sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.
BRASIL. Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório / Comissão Nacional da Verdade. Volumes 1,2,3. Brasília: CNV, 2014.
CHIRIO, Maud. “Da linha dura ao marxismo cultural: o olhar imutável de um grupo de extrema direita da reserva sobre a vida política brasileira (jornal inconfidência, 1998-2014)”. In: MARTINS-FILHO, João Roberto (org). Os militares e a crise brasileira, São Paulo, Alameda, 2021.
FARRÉ, Juan Antonio González de Requena. “Estratégias retórico-ideológicas en el testimonio de victimarios de la dictadura militar chilena”. In: Revista de Humanidades y ciências Sociales, nº 22, 2018.
FELD, Claudia; SALVI, Valentina. “Cuando los perpetradores hablan. Dilemas y tensiones en torno de una voz controvertida”. Rubrica Contemporanea, v. 5, nº 9, 2016.
FICO, Carlos. Como eles agiam. Rio de Janeiro: Record, 2001.
HALBWACHS, Maurice, A memória coletiva. Vértice, São Paulo, 1990.
JOFFILY, Mariana; CHIRIO, Maud. “A repressão condecorada: a atribuição da medalha do pacificador a agentes do aparato se segurança (1964-1985)”. In: História Unisinos, v. 18, nº 3, 2014.
MARTINS FILHO, João Roberto. “A guerra da Memória: A ditadura militar nos depoimentos de militantes e militares”. In: Varia História, Minas Gerais, 2002.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá, História, Memória e as disputas pela representação do passado recente. Patrimônio e Memória, v. 9, nº1, São Paulo, 2013.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. “A guerra cultural Bolsonarista e as disputas pela história recente”. Contenciosa, nº 12, 2022.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados Presentes. Zahar, Rio de Janeiro, 2021.
NAPOLITANO, Marcos. ““Recordar é vencer”: as dinâmicas e as vicissitudes da construção da memória sobre o regime militar brasileiro”. In: Antíteses, Londrina, 2015.
NAPOLITANO, Marcos. 1964 História do regime militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2020.
NAPOLITANO, Marcos. Aporias de uma dupla crise: História e Memória diante de novos enquadramentos teóricos. SECULUM – Revista de História, v. 39, João Pessoa, 2018.
NAPOLITANO, Marcos. Desafios para a história nas encruzilhadas da memória: entre traumas e tabus. História: Questões e Debates. Curitiba, v. 68, nº 01, 2020.
PEDRETTI, Lucas. “Bolsonaro e a luta contra a memória das vítimas da ditadura”. In: Revista Etcétera, nº 6, 2020.
POLLAK, Michael, “Memória, Esquecimento, Silêncio”. In: Estudos Históricos, v.2, nº3, Rio de janeiro, 1989.
RODEGHERO, Carla Simone. A anistia de 1979 e seus significados, ontem e hoje. In: REIS, Daniel Aarão; RIDENTI, Marcelo; MOTTA, Rodrigo Patto Sá (orgs.). A ditadura que mudou o Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
ROLLEMBERG, Denise. “Esquecimento das memórias”. In: João Roberto Martins Filho (org.), O golpe de 1964 e o regime militar. São Carlos, Ed. UFSCAR, 2006.
SALVI, Valentina. “Los represores como objeto de estudio”. In: Cuaderno del IDES, nº 32, Buenos Aires, 2016.
SCHMIDT, Benito Bisso. “Cicatriz aberta ou página virada? Lembrar e esquecer o golpe de 1964 quarenta anos depois”. In: Anos 90: Revista do Programa de Pós-graduação em História, v. 14, nº 26, 2007.
USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A verdade sufocada: a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça. Editora Ser, Ebook, 2007.
USTRA, Carlos Alberto Brilhante. Rompendo o silêncio. Editerra, 1987.
VICTOR, Fábio. Poder Camuflado: os militares e a política, do fim da ditadura à aliança com Bolsonaro. Companhia das Letras, São Paulo, 2022.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Daniele de Paula

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
1. Proposta de Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).