Qualidade de vida em praticantes adultos de Dança de Salão de uma escola na zona sul do Recife
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2025e39194455Palavras-chave:
Dança, Atividade Física, Percepção, SaúdeResumo
A Dança é entendida como uma atividade humana agradável e motivadora, podendo ser praticada por pessoas de diversas faixas etárias, e que vem ganhando espaço na rotina dos indivíduos. Na literatura há poucos estudos que tratem da Dança de Salão relacionada à qualidade de vida em indivíduos adultos, havendo produções relacionadas ao público idoso. Dessa forma, este estudo visa ampliar os conhecimentos a respeito desse tema, tendo como objetivo: analisar o nível de Qualidade de Vida de praticantes adultos de Dança de Salão de uma escola localizada na zona sul da cidade do Recife. Estudo de campo com participação de usuários de uma Escola de Dança da cidade do Recife, com idade entre 18 e 59 anos. Foi utilizado o questionário WHOQOL-bref para coleta dos dados a respeito da Qualidade de Vida (QV) e, posteriormente os sujeitos responderam questões relacionadas à Dança, objeto deste estudo. Para a análise dos dados utilizou-se da estatística descritiva simples. A média de qualidade de vida obtida pelos participantes, ao se auto avaliarem, foi de 2,95 (DP = 0,68). Aspectos como ambiente, qualidade do sono, segurança, aporte financeiro, mostram-se capazes de influenciar os índices de QV dos participantes. Nas questões relacionadas à Dança de Salão, a maioria dos entrevistados classificou-a como uma atividade extremamente importante em suas vidas. Conclui-se que a Dança de Salão é reconhecida, pelos participantes do estudo, como uma atividade efetiva na melhora da QV de quem a pratica, fato que pode ser (in)dependente de diversos fatores, tais como: condição financeira, ambiente em que se vive, qualidade de locomoção, qualidade do sono, entre outros fatores destacados no estudo.
Downloads
Referências
1. Hass A, Garcia A. Ritmo e dança. Canoas: ULBRA, 2006.
2. Oliveira C, et al. Dança como uma intervenção para melhorar a mobilidade e o equilíbrio em idosos: uma revisão de literatura. Rev Ciênc Saúde Coletiva. 2020;25(5):1913-1924.
3. Fleck M, et al. Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. Rev Saúde Pública. 2001;2(34):178-183.
4. Monteiro W, et al. Análise do equilíbrio dinâmico em idosas praticantes de dança de salão. Rev Fisioter Mov. 2007;4(20):125-136.
5. Marques I. Interações: crianças, dança e escola. São Paulo: Blucher; 2002.
6. Laban R. Dança educativa moderna. São Paulo: Ícone; 1990.
7. Organização Mundial da Saúde. Declaração de Jacarta. Jacarta: OMS; 1997.
8. Guidarini F, et al. Dança de salão: respostas crônicas na pressão arterial de hipertensos. Rev Bras Cineantropometria Des Humano. 2013;2(15):155-163.
9. Marbá R, Silva G, Guimarães T. Dança na promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida. Rev Científica ITPAC. 2016;1(9):1-9.
10. Gil AC. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo: Atlas; 1999.
11. The Whoqol Group. World Health Organization. WHOQOL: measuring quality of life. Geneva: WHO; 1997.
12. Shephard R. Aging, Physical, and Health. Reference Module in Biomedical Research. Toronto: Human Kinetics Publishers;1997.
13. Franchi K. Atividade física: uma necessidade para a boa saúde na terceira idade. Rev Bras Promoção Saúde. 2005;3(18):152-156.
14. Pires A, et al. Qualidade de vida em acadêmicos de Medicina: há mudanças durante a graduação? Rev Bras Educ Médica. 2020;4(44):1-7.
15. Rodrigues A. Fatores que influenciam a qualidade de vida em dor neuropática, musculoesquelética e oncológica. Braz J Pain. 2021;1(4):31-36.
16. Vasconcelos T, et al. Prevalência de sintomas de ansiedade e depressão em estudantes de medicina. Rev Bras Educ Médica. 2015;1(39):135-142.
17. Silva K. Avaliação quantitativa e qualitativa do equilíbrio corporal em idosas ativas e sua relação com a saúde no geral. Communic Dis Audiol Swallowing. 2020;6(32):32-37.
18. Baraldi S. Avaliação da qualidade de vida de estudantes de nutrição. Trabalho Educ Saúde. 2015;2(13):515-531.
19. Fernandes M. Impacto dos aspectos psicossociais do trabalho na qualidade de vida dos professores. Rev Bras Psiquiatria. 2009;1(31):15-20.
20. Meller F. Qualidade de vida e fatores associados em trabalhadores de uma Universidade do Sul de Santa Catarina. Cad Saúde Coletiva. 2020;1(28):87-97.
21. Horta A. Famílias refugiadas africanas: qualidade de vida, expectativas e necessidades em relação à saúde. Saúde Soc. 2019;4(28):113-123.
22. Gasparoto M. Avaliação da acessibilidade domiciliar de crianças com deficiência física. Rev Bras Educ Especial. 2012;2(18):337-354.
23. Sanchez H, et al. Impacto da saúde na qualidade de vida e trabalho de docentes universitários de diferentes áreas de conhecimento. Ciênci Saúde Coletiva. 2019;11(24):4111-4122.
24. Oliveira E, et al. Qualidade de vida de famílias de filhos com deficiência intelectual moderada. J Bras Psiquiatria. 2019;2(68):101-109.
25. Pereira A, et al. Associação entre função sexual, independência funcional e qualidade de vida em pacientes após acidente vascular encefálico. Fisioterapia Pesq. 2017;1(24):54-61.
26. Buss P, et al. Promoção da saúde e qualidade de vida: uma perspectiva histórica ao longo dos últimos 40 anos (1980-2020). Ciênc Saúde Coletiva. 2020;12(25):4723-4735.
27. Batista A, et al. Depressão, Ansiedade e cinesiofobia em mulheres com fibromialgia praticantes ou não de dança. Braz J Pain. 2021;4(3):318-321.
28. Varregoso I. A dança como contributo para a qualidade de vida de idosos institucionalizados e não institucionalizados. Rev UI_IPSantarém. 2016;2(4):254-272.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Todo o conteúdo da revista, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons (CC-BY)