Relação entre composição corporal e aptidão física relacionada à saúde em adolescentes de acordo com o sexo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2026e40244935Palavras-chave:
Adolescência, Aptidão Física, IMCResumo
O objetivo do trabalho foi avaliar parâmetros antropométricos e de aptidão física como indicadores de saúde em adolescentes de escolas públicas, de acordo com o sexo. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal, com 156 adolescentes do 9º ano de escolas públicas de Sinop-MT. Foram avaliados peso corporal, altura, índice de massa corporal (IMC) e os indicadores de aptidão física relacionados à saúde, sendo: flexibilidade, potência muscular de membros inferiores (MI) e superiores (MS), resistência cardiovascular (RCV), agilidade e velocidade. Os meninos apresentaram maiores médias de peso corporal, altura, potência de MI e MS, RCV e melhor desempenho em agilidade e velocidade quando comparados às meninas. A maioria dos participantes foi considerada eutrófica (84% dos meninos e 78% das meninas). Resultados adequados em agilidade e velocidade foram mais frequentes nos meninos (37% e 58%) do que nas meninas (12% e 38%), respectivamente. O IMC correlacionou-se negativamente, de forma geral, com potência de MI (r=−0,198) e RCV (r= −0,217), e positivamente com velocidade (r= 0,207), porém de forma discreta. No grupo masculino, essas associações foram mais intensas, incluindo correlação positiva com agilidade (r= 0,245) e negativa com potência de MI (r= −0,303) e RCV (r= −0,319). Em conclusão, os adolescentes apresentam condição física abaixo do esperado para a idade. O IMC mostrou relação discreta com indicadores de aptidão física. Os achados sugerem que os adolescentes estão expostos a fatores de risco que podem comprometer sua saúde e reforçam a importância de intervenções escolares para melhorar a resistência cardiovascular e a força muscular, contribuindo para a prevenção de DCNT.
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