Leituras geográficas sobre os Territórios indígenas no Tocantins, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.14201/reb202181791104Palavras-chave:
Território, terras; indígenas, TocantinsResumo
Tivemos por objetivo com este artigo construir um estudo sobre os territórios dos povos indígenas do antigo norte de Goiás (Goiáz), atual estado do Tocantins, Amazônia Legal. A pesquisa foi realizada por meio de leituras em documentos históricos do Acervo Histórico do Brasil, das etnografias dos povos indígenas e vivências em pesquisa de campo. Buscamos compreender os limites teóricos dos territórios enquanto áreas conquistadas e de posse de determinados grupos indígenas e a terra indígena enquanto uma delimitação oficial do Estado. O viver em espaços de fronteira produziu aos indígenas estados permanentes de tensão pela posse do território em emblemáticas disputas pela terra.
Downloads
Referências
Albuquerque, F. E. (2013). Índios do Tocantins: aspectos históricos e culturais. In N. L. da Silva & M. V. Vieira (Coord.). Ensino de história e formação continuada: teorias, metodologias e práticas. Goiânia: Editora da PUC Goiás.
Barbosa, A. S. (1995). Peregrinos do Cerrado. Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, 5, 159-193.
Bonnemaison, J. (2002). Viagem em torno do território. In R. L. Corrêa & Z. Rosendahl (Orgs.). Geografia cultural: um século. Rio de Janeiro: EdUERJ.
Constituição da República Federativa do Brasil. (1988). Brasília. Recuperado em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm.
Gomes, V. F. (1859). Itinerário da cidade da Palma, em Goyaz, á cidade de Belém no Pará, pelo rio Tocantins, e breve notícia do norte da província de Goyaz. Descripção das aldêas dos Apinagés, seus usos e costumes. Revista Trimensal do Instituto Historico Geographico e Ethnographico do Brasil, 25(1), 485-513.
Karajá, J. T. (2016). Surgimento do Karajá-Xambioá. In F. E. Albuquerque & A. D. G. Karajá (Coord.). Aspectos Históricos e Culturais do Povo Karajá-Xambioá. Campinas: Pontes Editores.
Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850. (1850). Dispõe sobre as terras devolutas do Império. Rio de Janeiro. 1850. Recuperado em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l0601-1850.htm.
Lira, E. R. (2005). A geografia, o território capitalista e o território indígena. III Simpósio Nacional de Geografia Agrária. Presidente Prudente: Unesp.
Lira, E. R. (2014). Demarcação do território Krahô e as relações socioculturais da comunidade no outro “novo território”. In A. U. Oliveira (Coord.). Território em conflito, terra e poder (227-280). Goiânia: Kelps.
Magalhães, B. (1927). Algumas notas sobre os Cherentes: prefacio. Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, 155(1), 31-95.
Martins, J. S. (1996). O tempo da fronteira: retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frente de expansão e da frente pioneira. Tempo Social: Rev. sociol., 1(8), 25-70.
Munduruku, D. (2004). Movimentos indígenas ou índios em movimento. In A. U. Oliveira & M. M. Marques (Coord.). O campo no século XXI: território de vida, de luta e de construção da justiça social (pp. 319-325). São Paulo: Casa Amarela e Paz e Terra.
Porto-Gonçalves, C. W. (2015). Amazônia enquanto acumulação desigual de tempos: Uma contribuição para a ecologia política da região. Revista Crítica de Ciências Sociais, 107, 63-90.
Raffestin, C. (1993). Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
Ratzel, F. (1990). Geografia do homem. In A. C. R. Moraes (Org.). Ratzel. São Paulo: Ed. Ática.
Rodrigues, P. M. (2013). Os Avá-Canoeiro do Araguaia e o tempo do cativeiro. Anuário Antropológico, 38(1), 83-137.
Vianna, U. (1924). Akuen ou Xerente. Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, 155(1), 33-48.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.