O conflito como possível catalisador de relações democráticas no trabalho da equipe de Saúde da Família
DOI:
https://doi.org/10.1590/s1980-220x2018003403455Palavras-chave:
Equipe de Assistência ao Paciente, Saúde da Família, Conflito (Psicologia), Relações Interpessoais, Relações InterprofissionaisResumo
Objetivo: Analisar as situações de conflito na equipe de atenção básica como possível catalisadoras de relações democráticas no trabalho, favorecendo a atuação em equipe. Método: Estudo qualitativo com equipe de saúde da família de um município do interior paulista. Os dados coletados incluíram observação sistemática e entrevista com trabalhadores que foram organizados e analisados a partir da confrontação com o referencial teórico do processo de trabalho em saúde. Utilizou-se da análise de conteúdo temática. Resultados: Participaram 16 trabalhadores. Os dados estão organizados em duas categorias temáticas: A recepção da unidade como local onde os conflitos ficam mais explícitos e O conflito como abertura para construção de relações democráticas no trabalho de equipe. Conclusão: O recebimento dos usuários na recepção e quem vai ou não trabalhar nesse espaço revelam valores e concepções diferentes sobre o cuidado de cada profissional, situação que gera conflito. No entanto, ideias antagônicas situadas no conflito são fecundas por serem capazes de se complementarem e propiciarem um salto qualitativo nas relações da equipe, com tendência a influenciar a diminuição das vulnerabilidades das relações entre os sujeitos. Essa é uma necessidade premente e atual na discussão envolvendo a reorganização das práticas em saúde.
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