Mulheres vivendo com aids e os profissionais do Programa Saúde da Família: revelando o diagnóstico

Autores

  • Fernanda Cristina Ferreira Universidade de São Paulo; Escola de Enfermagem
  • Lúcia Yasuko Izumi Nichiata Universidade de São Paulo; Escola de Enfermagem; Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62342008000300010

Palavras-chave:

Síndrome de imunodeficiência adquirida, Saúde da mulher, Comunicação sigilosa, Programa Saúde da Família

Resumo

Trata-se de um estudo qualitativo realizado com mulheres infectadas pelo HIV/aids atendidas por um serviço especializado em DST/aids e matriculadas por uma equipe do Programa Saúde da Família. Teve como objetivo identificar quais as motivações para abrir a privacidade de suas informações para a equipe de PSF das mulheres soropositivas ao HIV/aids. Foi realizado por meio de entrevistas semi-estruturadas, analisadas com o referencial teórico da bioética. Verificou-se que as mulheres revelam o diagnóstico à equipe de PSF quando: o diagnóstico de soropositividade foi feito na unidade; sentem que são melhor atendidas por serem soropositivas ao HIV; têm vínculo como se fossem familiares; confiam; e sentem que não sentem pena. E não revelam quando: a atitude do profissional gerou medo e insegurança; acham que o PSF cuida de pessoas acamadas; não confiam por medo de quebra do sigilo; e já possuem toda assistência que precisam no SAE.

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Publicado

2008-09-01

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Ferreira, F. C., & Nichiata, L. Y. I. (2008). Mulheres vivendo com aids e os profissionais do Programa Saúde da Família: revelando o diagnóstico. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 42(3), 483-489. https://doi.org/10.1590/S0080-62342008000300010