Violências sofridas por mulheres imigrantes venezuelanas profissionais do sexo: um olhar interseccional
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0282ptPalavras-chave:
Emigrantes e Imigrantes, Trabalho Sexual, Violência Contra a Mulher, Perspectiva de GêneroResumo
Objetivo: Caracterizar e analisar violências praticadas contra mulheres imigrantes venezuelanas profissionais do sexo, na perspectiva de um olhar interseccional de classe social, gênero e raça-etnia. Método: Estudo exploratório de abordagem qualitativa. Fontes dos dados: entrevistas com 15 mulheres imigrantes venezuelanas trabalhadoras do sexo e 37 reportagens da mídia online brasileira que abordavam o tema. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática, com o apoio do software Qualitative Data Analysis (WebQDA). Resultados: A análise temática dos dados das reportagens e das entrevistas permitiu a emergência de três categorias empíricas: Violência estrutural e motivos que levaram à prostituição: uma questão de classe social; Entre as violências, a mais temida: a violência física; Violências baseadas no gênero e na raça-etnia. Conclusão: O estudo permitiu reconhecer que mulheres imigrantes venezuelanas profissionais do sexo no Brasil estão sujeitas a diferentes tipos de violência e exploração. Este cenário deve-se a uma realidade de vida e trabalho que se fundamenta na exploração de trabalhadoras que vivenciam as consequências do entrelaçamento das subalternizações características da sua inserção social de classe, gênero e raça-etnia.
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Copyright (c) 2024 Loeste de Arruda-Barbosa, Mariana Sbeghen Menegatti, Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca, Maria Amélia de Campos Oliveira

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