O papel do enfermeiro psiquiatra- oprimido e opressor

Autores

  • Carmen Lúcia Alves Filizola Universidade Federal de São Carlos; Departamento de Enfermagem

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62341997000200001

Palavras-chave:

Papel do enfermeiro psiquiatra, Enfermagem Psiquiátrica

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar o papel do enfermeiro psiquiatra na assistência ao doente mental internado, entendendo esta prática não isoladamente mas enquanto prática social e histórica. A pesquisa empírica foi realizada em dois hospitais psiquiátricos, em duas etapas: observação de campo e entrevistas com os enfermeiros. Verificamos que a ênfase do papel do enfermeiro não está no relacionamento terapêutico mas em atividades administrativas e que a relação que os componentes da equipe de enfermagem mantêm com o paciente é autoritária e reproduz o autoritarismo das instituições. Portanto, o discurso da escola que define o papel do enfermeiro como terapêutico, exercido por meio do relacionamento terapêutico é de caráter ideológico, levando-nos a sugerir que as relações ensino/aprendizagem devam ser estabelecidas a partir da práxis.

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Publicado

1997-08-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Filizola, C. L. A. (1997). O papel do enfermeiro psiquiatra- oprimido e opressor . Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 31(2), 173-190. https://doi.org/10.1590/S0080-62341997000200001