Aspectos epidemiológicos da ocorrência do Enterococcus resistente a Vancomicina

Autores

  • Adriana Cristina Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais; Escola de Enfermagem
  • Ledna Bettcher Universidade Federal de Minas Gerais; Escola Enfermagem; Hospital João XXIII; Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62342010000300025

Palavras-chave:

Infecção, Infecção hospitalar, Fatores de risco, Farmacorresistência bacteriana

Resumo

Estudo descritivo realizado em um hospital público, de maio de 2005 a outubro de 2007. Objetivou-se determinar os aspectos epidemiológicos que envolvem o Enterococcus resistente à vancomicina (VRE) e descrever a evolução dos pacientes. Os dados foram coletados de registros em prontuários. Após a coleta, as informações foram processadas no SPSS. Usou-se a distribuição de frequência e medidas de tendência central. Participaram do estudo 122 pacientes. A maioria foi do sexo masculino, com idade média de 43 anos (DP= 18,8). A infecção por VRE foi desenvolvida por 16,3%. O antimicrobiano mais usado previamente à identificação do VRE foi a vancomicina (62,3%); 97,5% foram submetidos aos procedimentos invasivos; 45,0% eram dependentes de cuidados intensivos de enfermagem; 77,9% tinham pelo menos uma ferida aberta, e 50,8% evoluíram a óbito. Esses dados sugerem que recomendações de controle da resistência bacteriana devem ser encorajadas diuturnamente, visando à redução da mortalidade, morbidade, custos hospitalares e, consequentemente, uma melhor qualidade da assistência ao paciente.

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Publicado

2010-09-01

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Oliveira, A. C., & Bettcher, L. (2010). Aspectos epidemiológicos da ocorrência do Enterococcus resistente a Vancomicina. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 44(3), 725-731. https://doi.org/10.1590/S0080-62342010000300025