Internação involuntária: as implicações para a clínica da enfermagem psiquiátrica

Autores

  • Lilian Hortale de Oliveira Moreira Universidade Federal do Rio de Janeiro; Escola de Enfermagem Anna Nery; Departamento de Enfermagem Medico-Cirúrgica
  • Cristina Maria Douat Loyola Universidade Federal do Rio de Janeiro; Escola de Enfermagem Anna Nery

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62342011000300021

Palavras-chave:

Enfermagem psiquiátrica, Cuidados de enfermagem, Internação compulsória de doente mental, Transtornos mentais

Resumo

Quando nos deparamos com Internação Psiquiátrica Involuntária (IPI), percebemos que as características dessa internação podem causar implicações para a relação enfermagem/paciente. Relacionar os cuidados de enfermagem prestados ao paciente psiquiátrico, considerando o tipo de internação; analisar a reação da equipe de enfermagem em relação ao paciente de Internação Psiquiátrica Involuntária (IPI), e discutir as implicações da IPI para a clínica da enfermagem psiquiátrica. Foi realizada uma Pesquisa de Campo com a equipe de enfermagem de uma instituição psiquiátrica do município do Rio de Janeiro. Após 50 horas de Observação Participante e 9 horas de realização de Grupo Focal sinalizamos que há uma preocupação das equipes com a evolução clinica das pacientes. Não foi observada qualquer manifestação da equipe de enfermagem em relação ao paciente de IPI. Não há registro, nem qualquer ação que aponte haver um olhar específico sobre esse tipo de paciente. A enfermagem não consegue identificar claramente esse paciente na enfermaria, direcionando o cuidado pela demanda ou solicitação do paciente.

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Publicado

2011-06-01

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Moreira, L. H. de O., & Loyola, C. M. D. (2011). Internação involuntária: as implicações para a clínica da enfermagem psiquiátrica. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 45(3), 692-699. https://doi.org/10.1590/S0080-62342011000300021