Virtude e retórica: Quentin Skinner entre Maquiavel e Milton
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2026.236434Palavras-chave:
arte, virtude, retórica, história, governoResumo
Resenha do Livro: SKINNER, Quentin. Visões da Política, Virtudes da Renascença. São Paulo: Edusp, 2024.
A resenha analisa o livro Visões da Política: Virtudes da Renascença, de Quentin Skinner (Edusp, 2024), como uma intervenção decisiva no estudo da história do pensamento político, especialmente no que diz respeito à tradição republicana do Renascimento. Partindo de sua metodologia contextualista, Skinner examina como autores como Maquiavel, Thomas More, John Milton e Ambrogio Lorenzetti articularam a liberdade política à virtude cívica, entendida não como valor moral abstrato, mas como prática pública e discursiva. A liberdade, em sua concepção, não é simplesmente ausência de interferência, mas ausência de dominação, exigindo ação constante e linguagem vigilante.
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