Populismo e trabalhismo na historiografia brasileira: uma reconciliação necessária a partir dos discursos de Getúlio Vargas (1930–1954)
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2026.239604Palavras-chave:
trabalhismo, populismo, Getúlio Vargas, discursos oficiais, Era VargasResumo
O artigo propõe uma releitura do trabalhismo de Getúlio Vargas, mobilizando o instrumental analítico das ciências sociais em torno do populismo. O populismo é aqui tratado exclusivamente como uma linguagem discursiva dos políticos, definida por fortes traços maniqueístas e, portanto, por elementos ideológicos e visões de mundo capazes de mobilizar os indivíduos e influenciar as respectivas preferências eleitorais. A análise de 278 pronunciamentos oficiais de Getúlio Vargas entre 1930 e 1954 revela que o trabalhismo coexiste com o populismo, sendo o primeiro mais predominante, e a sua sobreposição quase inexistente. Quando Vargas falava aos trabalhadores, o caráter populista sempre se mostrava minoritário. Em síntese, o artigo evidencia a vantagem de se recuperar a noção de populismo para uma melhor compreensão do trabalhismo, em vez de descartá-lo como categoria analítica.
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Referências
Fontes
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