Museus, diversidade e acessibilidade: a comunicação museológica como instrumento de acessibilidade
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2446-7693.2026.v11ip156-178pPalavras-chave:
comunicação museológica, acessibilidade, pessoas com deficiênciaResumo
A Museologia contemporânea tem refletido sobre como os museus podem promover a diversidade e incluir pessoas com deficiência (PcD), público que, segundo dados do IBGE (2023), soma 18,6 milhões no Brasil. Assim, questiona-se: como a comunicação museológica pode ser um instrumento de acessibilidade às PcDs na atualidade? Este artigo analisa como a comunicação museológica pode ser um instrumento de acessibilidade, usando referenciais como definições do ICOM (2022), as diretrizes da Mesa de Santiago (1972) e as normativas do IBRAM. A pesquisa qualitativa articula a Nova Museologia e os Estudos da Deficiência para investigar práticas que promovem o acesso ao patrimônio cultural. Os resultados indicam que é necessário que os museus implementem estratégias contínuas, que abrangem desde a eliminação de barreiras arquitetônicas até a qualificação dos processos de mediação cultural e educativa, assegurando que todos os visitantes possam usufruir das experiências culturais de forma autônoma e equitativa.
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