Construindo um cinema sensorial: música, voz e efeitos sonoros além de fronteiras
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.236166Palabras clave:
Trilha Sonora Integrada, Música Háptica, Tecnologia Cinematográfica, Imersão Sensorial, Sound designResumen
Este artigo analisa a dissolução de fronteiras entre música e sound design no cinema, incluindo a fala, ao longo de 100 anos. A metodologia utilizada é a revisão narrativa. Dividido em três seções, o texto demonstra como limitações tecnológicas e a divisão de trabalho em Hollywood separaram a produção do som cinematográfico em três departamentos independentes. Diretores como Rouben Mamoulian, Alfred Hitchcock, Sergio Leone, Lucrécia Martel, Darren Aronofsky e outros contribuíram para dissolver essas fronteiras, em filmes como Ama-me esta noite (1932), Um condenado à morte escapou (1956), Os pássaros (1963), Era uma vez no oeste (1968), O pântano (2001) e mãe! (2017), entre outros. Tecnologias como o Dolby Atmos têm intensificado o caráter imersivo, consolidando o conceito de trilha sonora integrada (Kulezic-Wilson, 2019), e promovendo sonoridades orgânicas que mobilizam o corpo do espectador de forma holística. Assim, o som no cinema parece evoluir para uma arte sensorial, unificando música, voz e efeitos em experiências táteis e imersivas.
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Referencias
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