Gestos transatlânticos: perspectivas sobre Germaine Acogny, sua Escola de Areias e a dança como crítica à colonialidade
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2025.236796Mots-clés :
Germaine Acogny, Dança, Colonialidade, Senegal, ÁfricaRésumé
Baseado em pesquisa multidisciplinar que cruza áreas de produção de conhecimento , marcadamente a dança e a antropologia, este artigo discorre sobre as afirmações da pensadora e coreógrafa Germaine Acogny e sua contribuição para a movimentação de um pensamento contemporâneo sobre corpo, autonomia e cosmologias africanas a partir da experiência senegalesa. Desenvolvemos um arco discursivo que começa no período das independências africanas, contextualizando as políticas públicas para as artes e especificamente a relevante e ambígua proposta de Leopold Sedar Senghor , passando pela escola Mudra África em Dacar até chegar no projeto da Escola de Areias, Centro Internacional de danças africanas tradicionais e contemporâneas. Aborda-se também a passagem de Acogny pelo Balé da Cidade de São Paulo nos anos 90´s e as provocações geradas nesse encontro insuspeito para a época. Toma-se o conceito de transatlanticidade, forjado pela historiadora Beatriz Nascimento , como vetor que nos possibilita ler a experiência negra redefinida da África para as Américas e levanta-se alguns apontamentos sobre como essa reinvenção passa por reconsiderar as agências africanas e suas respostas às eurocentricidades. As colaborações sul-sul possibilitam reconstruções de imagens e engendramento de novas percepções sobre corpos e territórios.
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