Insurgências contemporâneas em poéticas visuais nas artes de Alioune Diagne e Dior Thiam
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2025.238001Mots-clés :
Arte contemporânea africana, Fragmento e memória, Estética pós-colonial, Violência históricaRésumé
Este artigo analisa dois trabalhos da arte do contemporâneo criados por artistas senegaleses com importante trânsito no cenário internacional: Particles (2023), de Dior Thiam, apresentada na 15ª Bienal de Dakar, e Bokk – Bounds (2024), de Alioune Diagne, exibida no Pavilhão do Senegal na 60ª Bienal de Veneza. O estudo investiga como ambos mobilizam recursos visuais e simbólicos para formular críticas às heranças coloniais, às violências históricas e às dinâmicas de exclusão, cada qual a partir de perspectivas distintas. Thiam articula, desde uma posição transnacional e diaspórica, geografias múltiplas do continente africano. Diagne ancora sua obra no cotidiano senegalês. A pesquisa combina uma abordagem comparativa e transdisciplinar para a análise estética e documental, contextualização política e leitura curatorial, argumentando que essas obras instauram modos singulares de resistência visual e reelaboração de memória. Deste modo, contribui para a reflexão sobre os entrecruzamentos entre arte, história e política no contemporâneo africano.
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