O discreto
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i150p11-34Palavras-chave:
sociedade de corte, espelho de príncipes, libertinagem, discriçãoResumo
Neste ensaio, recuperam-se os conceitos de discrição e vulgaridade, recorrendo a ampla bibliografia relacionada à vida cortesã. Sugere-se que aspectos inerentes à racionalidade libertina – composta de tipos céticos, empiristas e relativistas – se combinavam com a atuação do ser discreto, para quem importava, sobretudo, preservar os signos de honra, fosse nos pequenos e grandes atos em vida, fosse na representação da própria memória, após a morte. Recorda-se ainda que simulação e dissimulação eram habilidades desejáveis entre os membros da corte, configuradas como habilidades de fingir ou encobrir afetos, já que a boa imagem dependia da opinião alheia.
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