O discreto

Autores

  • João Adolfo Hansen Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i150p11-34

Palavras-chave:

sociedade de corte, espelho de príncipes, libertinagem, discrição

Resumo

Neste ensaio, recuperam-se os conceitos de discrição e vulgaridade, recorrendo a ampla bibliografia relacionada à vida cortesã. Sugere-se que aspectos inerentes à racionalidade libertina – composta de tipos céticos, empiristas e relativistas – se combinavam com a atuação do ser discreto, para quem importava, sobretudo, preservar os signos de honra, fosse nos pequenos e grandes atos em vida, fosse na representação da própria memória, após a morte. Recorda-se ainda que simulação e dissimulação eram habilidades desejáveis entre os membros da corte, configuradas como habilidades de fingir ou encobrir afetos, já que a boa imagem dependia da opinião alheia.

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Biografia do Autor

  • João Adolfo Hansen, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

    Professor Emérito da FFLCH-USP e autor de, entre outros, Agudezas seiscentistas e outros ensaios (Edusp).

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Publicado

2026-09-30

Edição

Seção

Dossiê Sociedades de Corte

Como Citar

HANSEN, João Adolfo. O discreto. Revista USP, São Paulo, Brasil, n. 150, p. 11–34, 2026. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.i150p11-34. Disponível em: https://revistas.usp.br/revusp/article/view/261769. Acesso em: 1 out. 2026.