L'Histoire Indigène et les Projets Pédagogiques Politiques des Universités Publiques de São Paulo: un regard sur les cours d'histoire de l'USP, de l'Unicamp et de l'UNESP
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2237-1095.rgpp.2024.206490Mots-clés :
Projets Politiques Pédagogiques, Histoire, Culture, Peuples Indigènes, UniversitésRésumé
Cet article présente une analyse des Projets Politiques Pédagogiques (PPP) en cours des universités publiques d'État de Sao Paulo en concernant a les cours d'histoire, afin d'augmenter la présence de la discipline de l'histoire et de la culture indigène en tant que composante des programmes d'études de ces facultés. Sur la base de l'obligation apportée par une loi fédérale de 2008 (nº 11.645), de l'enseignement de l'histoire et de la culture indigènes aux élèves du primaire et du secondaire, dans le système scolaire, public et privé, cet article cherche à comprendre la formation des nouveaux enseignants appuyée par ces contenus. En pensant à la formation des enseignants qui enseignent l'histoire, dont viennent beaucoup d'universités publiques, nous cherchons à entendre combien les disciplines qui apportent un contenu sur les peuples indigènes dans la formation socioculturelle du Brésil sont une tâche urgente pour la construction d'une société qui respecte et valorise la diversité des peuples et des cultures présentes sur le territoire national même avant le processus de colonisation. L'analyse est partie de la lecture des projets politiques pédagogiques de ces universités d'État de l'État de Sao Paulo, (USP, Unicamp et UNESP), puisque ce document est intégré de manière à guider les orientations curriculaires et pédagogiques dans la formation des futurs professeurs dans le domaine de l'histoire. De cette façon, à partir de l'étude de ces propositions pédagogiques, on a tenté de vérifier dans les notes curriculaires la taille et l'importance accordées à la discipline de l'histoire et de la culture indigène dans le développement de ces professionnels qui devront plus tard enseigner ces contenus dans écoles. En outre, chercher à comprendre à travers des références bibliographiques, des indications de productions de de chercheurs indigènes et d'auteurs décoloniaux.
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