Identificação do repasto sanguíneo de flebotomíneos (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) provenientes de área endêmica de leishmaniose no Brasil

Autores

  • Aline TANURE Laboratório de Parasitologia, Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, Minas Gerais
  • Jennifer Cunha PEIXOTO Laboratório de Parasitologia, Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, Minas Gerais
  • Margarete Martins dos Santos AFONSO Laboratório de Transmissores de Leishmanioses, Laboratório de Referência em Vigilância Entomológica, Taxonomia e Ecologia de Vetores das Leishmanioses do Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Manguinhos, Rio de Janeiro
  • Rosemere DUARTE Laboratório de Pesquisa e Serviços em Saúde Pública, Departamento de Ciências Biológicas, Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Manguinhos, Rio de Janeiro
  • Aimara da Costa PINHEIRO Secretaria Municipal de Saúde, Governador Valadares, MG
  • Suedali Villas Bôas COELHO Laboratório de Bioquímica, Departamento de Ciências Básicas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, Minas Gerais
  • Ricardo Andrade BARATA Laboratório de Parasitologia, Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, Minas Gerais

Resumo

O objetivo deste estudo foi identificar o repasto sanguíneo de fêmeas de flebotomíneos capturadas no município de Governador Valadares, área endêmica de leishmaniose visceral e tegumentar no Estado de Minas Gerais, Brasil. Entre maio de 2011 e janeiro 2012 foram realizadas capturas com armadilhas luminosas HP em quatro bairros. Foram capturados 2.614 exemplares (2.090 machos e 524 fêmeas). Noventa e sete fêmeas ingurgitadas foram identificadas como pertencentes às espécies Lutzomyia longipalpis(82,1%) e Lutzomyia cortelezzii(17,9%). Considerando a alimentação simples e a mista, o ensaio imunoenzimático revelou em Lutzomyia longipalpisuma predominância de sangue de galinhas (43,6%), mostrando o importante papel que galinhas podem exercer no peridomicílio, aumentando a chance de contato dos flebotomíneos com outros vertebrados e, consequentemente, o risco de transmissão da leishmaniose.

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Referências

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Publicado

2015-08-01

Edição

Seção

Entomologia

Como Citar

TANURE, A., PEIXOTO, J. C., AFONSO, M. M. dos S., DUARTE, R., PINHEIRO, A. da C., COELHO, S. V. B., & BARATA, R. A. (2015). Identificação do repasto sanguíneo de flebotomíneos (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) provenientes de área endêmica de leishmaniose no Brasil. Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 57(4), 321-324. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/105543