Schistosoma mansoni: resistência cutânea em camundongos portadores de infecção primária

Autores

  • Sílvia E. Gerken Universidade Federal de Minas Gerais; Instituto de Ciências Biológicas; Departamento de Parasitologia
  • Tomaz A. da Mota-Santos Universidade Federal de Minas Gerais; Instituto de Ciências Biológicas; Departamento de Bioquímica-Imunologia

Palavras-chave:

Schistosoma mansoni, Resistência cutânea, Recuperação de esquistossômulos da pele

Resumo

No presente trabalho avaliou-se a resistência cutânea de camundongos ao Schistosoma mansoni, usándose a orelha como sítio de infecção e de recuperação de esquistossômulos através da incubação de seus fragmentos em recipiente posto em contacto com Elac tamponado com Hepes. Essa técnica mostrou-se eficiente na discriminação do número de esquistossômulos recuperados de camundongos normais e de camundongos previamente infectados (camundongos imunes), quando comparada à técnica de recuperação de parasitas através da digestão da pele em meio contendo colagenase. Através dessa técnica, verificou-se que camundongos imunes reduzem o parasitismo do primeiro ao sétimo dia após a reinfecção (42 a 46%). Essa resistência foi observada em portadores de infecção bissexuada (6.* a 15.ª semanas) e unissexuada (33.* e 34.ª semanas) e em linhagens isogênicas (C57 BL/10, CBA e Fj do cruzamento CBA x DBA/2) e não isogênica (Swiss). Revelándose apropriadas ao estudo da resistência anti-esquistossomótica que se manifesta ao nível da pele, sugere-se que orelhas possam ser utilizadas como via de infecção em experimentos que visem analisar os fatores que participam da imunidade de camundongos ao S. mansoni.

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Referências

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Publicado

1987-06-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Gerken, S. E., & Mota-Santos, T. A. da. (1987). Schistosoma mansoni: resistência cutânea em camundongos portadores de infecção primária . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 29(3), 148-154. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28509