Diminuição do risco de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) em pacientes em hemodiálise no estado do Rio de Janeiro, Brasil

Autores

  • José Hermógenes Rocco Suassuna Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Universitário Pedro Ernesto; Setor de Rim e Eletrólitos
  • Pedro Paulo Rongel Rocha Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Universitário Pedro Ernesto; Setor de Rim e Eletrólitos
  • Dumara Rodrigues de Paiva Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Universitário Pedro Ernesto; Setor de Rim e Eletrólitos
  • Virgílio Pinho da Cruz Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Hospital Universitário Pedro Ernesto; Setor de Rim e Eletrólitos

Palavras-chave:

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), Hemodiálise, Transfusão de sangue

Resumo

Os estudos iniciais sobre a soroprevalência de anticorpos anti-VIH-1 (Ac-VIH) em unidades de hemodiálise no Estado do Rio de Janeiro (RJ) foram feitos em 1985. Os números alarmantes, próximos a 14%, foram atribuídos à má qualidade do sangue obtido de "doadores profissionais" em troca de comida ou dinheiro. Recentemente uma série de medidas foram adotadas na tentativa de reduzir o tráfico de sangue. Nossa investigação objetivou avaliar o impacto destas na soroprevalência de Ac-VIH em duas unidades satélites no RJ. A Clínica Segumed foi uma das unidades estudadas em 1985. Em 1987 realizamos um segundo levantamento no mesmo grupo estudado previamente. A Casa de Saúde Grajaú, inaugurada em 1986 com a maioria dos pacientes novos em diálise, foi estudada em 1988. O teste ELISA HIV-1 foi utilizado como rastreamento. Os resultados positivos foram confirmados com Western blot. Os resultados na Segumed mostraram uma grande diferença entre os dois levantamentos (14,4% vs 3,6%). Os dois casos positivos em 1987 estavam entre os identificados em 1985. Nenhum paciente se infectou entre os dois levantamentos apesar de não se utilizarem medidas de isolamento para os portadores de VIH e do uso de transfusões ter aumentado no período. Na CS Grajaú apenas dois casos foram encontrados (soroprevalência 2,4%) embora um já fosse conhecido desde 1985 quando vivia com um transplante. Uma revisão de estudos semelhantes no RJ e São Paulo parece revelar uma tendência à diminuição das taxas nos últimos anos. Nós concluímos que a chance de contaminação com VIH é atualmente reduzida nos centros estudados e pode estar caindo globalmente no RJ. É possível que a maior vigilância, e até fechamento de bancos de sangue, tenha resultado na melhora da qualidade do sangue no RJ.

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Referências

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Publicado

1990-12-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Suassuna, J. H. R., Rocha, P. P. R., Paiva, D. R. de, & Cruz, V. P. da. (1990). Diminuição do risco de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) em pacientes em hemodiálise no estado do Rio de Janeiro, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 32(6), 419-427. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28773