Esquistossomose mansoni em área de baixa transmissão: I. impacto das medidas de controle

Autores

  • Oswaldo Marçal Júnior Universidade Estadual de Campinas
  • Rosa Maria de Jesus Patucci Superintendência de Controle de Endemias
  • Luiz Candido de Souza Dias Universidade Estadual de Campinas
  • Luiz Koodi Hotta Universidade Estadual de Campinas
  • Arnaldo Etzel Superintendência de Controle de Endemias

Palavras-chave:

Schistosomiasis transmission, Schistosoma mansoni, Biomphalaria tenagophila

Resumo

Este trabalho foi realizado no município de Pedro de Toledo, no Estado de São Paulo, Brasil, em 1987 para esclarecer aspectos sobre níveis de transmissão ao homem de Schistosoma mansoni, quando o hospedeiro intermediário é Biomphalaria tenagophila. Desde 1980 vem sendo desenvolvido um programa de controle neste município. Foram submetidos a exames de fezes (método de Kato-Katz) 4.719 indivíduos das zonas rural e urbana. A taxa de prevalência foi de 4,8%, sendo maior nos homens (6,2%) e também na zona rural (5,8%). Foi de 35,1% a média de ovos de S. mansoni por grama de fezes (epg). Cerca de 80,0% dos portadores apresentavam menos de 100 epg e somente 20 indivíduos (9,0%) eliminavam mais do que metade do total de ovos. Os mais altos índices de potencial de contaminação (IPC) ocorreram nos grupos etários de 5 a 20 anos (57,6%). Dois terços dos pacientes investigados (207) eram autóctones de Pedro de Toledo. A distribuição geográfica dos portadores demonstrou evidente agregação dos casos autóctones, assim como uma íntima associação entre locais de contato da população com os criadouros de B. tenagophila. Este estudo demonstra que os portadores de S. mansoni não estão agregados ao acaso, que os jovens devem ser o principal objetivo na profilaxia, e que o programa de controle foi eficaz.

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Referências

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Publicado

1991-04-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Marçal Júnior, O., Patucci, R. M. de J., Dias, L. C. de S., Hotta, L. K., & Etzel, A. (1991). Esquistossomose mansoni em área de baixa transmissão: I. impacto das medidas de controle . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 33(2), 83-90. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28798