Imunofluorescência realizada em cérebros de camundongos infectados com vírus rábico - cepa CVS, em diferentes estágios de decomposição

Autores/as

  • Elizabeth Juliana Ghiuro Valentini Instituto Butantã; Seção de Vírus Neurotrópicos
  • Avelino Albas Instituto Butantã; Seção de Vírus Neurotrópicos
  • Vera Lúcia Mendes Augusto Instituto Butantã; Seção de Vírus Neurotrópicos
  • Fumio Honma Ito Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootécnia

Palabras clave:

Raiva, Imunofluorescência, Vírus cepa CVS, Camundongos, Decomposição cadavérica

Resumen

O teste de imunofluorescência (IF) foi avaliado na detecção de vírus rábico presente em cérebros de carcaças de camundongos infectados com vírus da cepa CVS, os quais foram conseguidos através de uma combinação de tratamentos, em que se variaram as temperaturas (4,25 e -20ºC) e o tempo de armazenamento. No teste de IF realizado com impressões cerebrais de carcaças que haviam sido submetidas à temperatura de 25ºC por 12 -18 h, houve maior dificuldade de visualização imediata dos corpúsculos de inclusão, enquanto que nos materiais conservados a 4ºC por até 48 h, as inclusões foram facilmente reconhecidas. Carcaças mantidas a -20ºC mantiveram-se viáveis à identificação pela IF mesmo após terem sido armazenadas por 720 h quando foram feitas as últimas observações. Em carcaças mantidas a 25ºC por 10 h, com tratamento posterior a 4 e -20ºC, o antígeno rábico não pode ser identificado através da IF, em conseqüência da decomposição das carcaças que ocorrem, respectivamente, após 10 e 24 h. Recomenda-se, portanto, empregar o teste de IF, em caráter de rotina, no controle de qualidade da vacina contra a Raiva, no que diz respeito a prova de vírus residual (teste de verificação da inativação viral), de vez que ele permite esclarecer mortes assintomáticas ocorridas em animais inoculados com a vacina, durante o período de observação da prova (21 dias), bem como evitar a sua repetição quando essas mortes ocorrem, o que representa considerável economia de tempo.

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Publicado

1991-06-01

Número

Sección

Original Article

Cómo citar

Valentini, E. J. G., Albas, A., Augusto, V. L. M., & Ito, F. H. (1991). Imunofluorescência realizada em cérebros de camundongos infectados com vírus rábico - cepa CVS, em diferentes estágios de decomposição . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 33(3), 181-186. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28816