Patogênese da miocardite chagásica crônica: o papel de fatores autoimunes e microvasculares

Autores

  • Marcos A. Rossi Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Patologia
  • José O. Mengel Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia

Palavras-chave:

Miocardite chagásica crônica, Doença de Chagas, Trypanosoma cruzi, Cardiopatia chagásica, Miocardite

Resumo

A patogênese da miocardite chagásica crônica permanece incompletamente compreendida. Diferentes hipóteses têm sido propostas: (1) lesão direta do tecido pelo Trypanosoma cruzi;(2) teoria neurogênica; (3) reações imunológicas anti-miocárdio; e (4) doença microvascular. Apresentamos, no presente trabalho, uma hipótese alternativa. Acreditamos que o desenvolvimento da miocardite está relacionado à necrose celular focal progressiva e acumulativa, associada à fibrose intersticial reparativa e reativa e hipertrofia miocitária circunjacente. Esses processos seriam iniciados e perpetuados por fatores autoimunes e alterações na microcirculação do miocárdio. Esse mecanismo fisiopatogênico teria possíveis implicações em futuras estratégias terapêuticas no tratamento do paciente chagásico crônico visando otimizar o tratamento médico e auspiciosamente melhorar o prognóstico.

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Referências

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Publicado

1992-12-01

Edição

Seção

Ponto de Vista

Como Citar

Rossi, M. A., & Mengel, J. O. (1992). Patogênese da miocardite chagásica crônica: o papel de fatores autoimunes e microvasculares . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 34(6), 593-599. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28986