Avaliação de três esquemas terapêuticos com o antimoniato de N-metil-glucamina no tratamento da leishmaniose visceral no estado do Pará, Brasil

Autores/as

  • Fernando T. Silveira FNS; Instituto Evandro Chagas; Serviço de Parasitologia
  • Daniela A. Pingarilho Hospital dos Servidores; Serviço de Pediatria
  • Rosineide R. Duarte Hospital João de Barros Barreto; Serviço de Pediatria
  • Maria Denise Gabriel Hospital João de Barros Barreto; Serviço de Pediatria
  • Maria Gorete S. Dias Hospital João de Barros Barreto; Serviço de Pediatria
  • Maria do Perpetuo Socorro A. Moura Hospital João de Barros Barreto; Serviço de Pediatria
  • Maria Elizabeth A. Braga Hospital João de Barros Barreto; Serviço de Pediatria
  • Elaine X. Prestes Hospital João de Barros Barreto; Serviço de Pediatria
  • Benedito C. Maués Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Pará; Serviço de Pediatria

Palabras clave:

Leishmaniose visceral, Esquemas terapêuticos, Antimoniato de N-metil-glucamina

Resumen

Avaliaram-se, de forma retrospectiva, três esquemas terapêuticos à base do antimoniato de N-metil-glucamina (Glucantime) usados no tratamento de 43 casos autóctones de leishmaniose visceral (Estado do Pará), observados em crianças de 1 a 12 anos de idade, no período de 1985 a 1990. Dos 43 casos, 28 (grupo A) foram tratados com 40 mg/SbV/kg administrados IV a intervalos de 48 hs, em séries de 15 doses (esquema I); 8 (grupo B) receberam 40mg/SbV/kg administrados IV diariamente, durante 15 dias (esquema II), e 7 (grupo C) receberam 20 mg/SbV/kg administrados IV diariamente, durante 15 dias (esquema III). Considerando que o controle de cura da doença foi essencialmente clínico, admitiu-se que o esquema III representaria a melhor opção terapêutica, em razão de: a) ter promovido taxa de cura equivalente aos esquemas que usaram o dobro dessa dose, b) a relação custo-benefício desse esquema torna-o menos dispendioso, c) pode ser usado durante período mais prolongado, com menor risco de produzir efeitos de toxicidade, e d) não existem, a nível local (Pará), relatos de casos de resistência da doença associados ao uso desse esquema.

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Publicado

1993-04-01

Número

Sección

Therapeutic Assay

Cómo citar

Silveira, F. T., Pingarilho, D. A., Duarte, R. R., Gabriel, M. D., Dias, M. G. S., Moura, M. do P. S. A., Braga, M. E. A., Prestes, E. X., & Maués, B. C. (1993). Avaliação de três esquemas terapêuticos com o antimoniato de N-metil-glucamina no tratamento da leishmaniose visceral no estado do Pará, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 35(2), 177-181. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29021