Prevalência de anticorpos anti-vírus da rubéola em população urbana não imunizada, São Paulo, Brasil

Autores

  • Vanda A.U.F. Souza Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Department of Infectious and Parasitic Diseases; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • José Cassio Moraes Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo; Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac
  • Laura M Sumita Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Department of Infectious and Parasitic Diseases; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Maria Claudia C. Camargo Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo; Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac
  • Maria Cristina D.S. Fink Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Department of Infectious and Parasitic Diseases; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Neuma T. R. Hidalgo Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo; Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac
  • Claudio S. Pannuti Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Department of Infectious and Parasitic Diseases; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

Palavras-chave:

Rubella, Seroprevalence

Resumo

A prevalência de anticorpos contra o vírus da rubéola foi avaliada através de inquérito soroepidemiológico, em 1400 amostras de sangue de crianças com idade entre 2 e 14 anos e 329 amostras de soro de cordão umbilical. Anticorpos para o vírus da rubéola foram detectados pela técnica de ELISA e as amostras foram colhidas em 1987, 5 anos antes da campanha de vacinação em massa com a vacina tríplice viral realizada na cidade de São Paulo em 1992. Um aumento significativo na prevalência foi observado após 6 anos de idade, e 77% dos indivíduos entre 15 e 19 anos apresentaram anticorpos anti-rubéola. Entretanto, a soroprevalência elevou-se para 90,5% (171/189) em soros de cordão de crianças cujas mães apresentavam idade entre 20 e 29 anos, alcançando 95,6% no grupo etário de 30 a 34 anos., indicando que um grande número de mulheres são infectadas durante a idade fértil. Este estudo confirma que a infecção pelo vírus da rubéola representa um importante problema de saúde pública na cidade de São Paulo. Os dados de prevalência de anticorpos contra o vírus da rubéola antes da campanha de vacinação em massa reflete o estado imunológico desta população antes de qualquer intervenção e pode ser usado para desenvolver estratégias adequadas de vacinação e avaliar o impacto soroepidemiológico dessa intervenção.

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Referências

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Publicado

1994-08-01

Edição

Seção

Comunicação Breve

Como Citar

Souza, V. A., Moraes, J. C., Sumita, L. M., Camargo, M. C. C., Fink, M. C. D., Hidalgo, N. T. R., & Pannuti, C. S. (1994). Prevalência de anticorpos anti-vírus da rubéola em população urbana não imunizada, São Paulo, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 36(4), 373-376. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29180