Histopatologia da forma localizada de leishmaniose cutânea por Leishmania (Leishmania) amazonensis

Autores

  • Mário A. P. Moraes FNS/MS; Instituto Evandro Chagas
  • Fernando T. Silveira FNS/MS; Instituto Evandro Chagas

Palavras-chave:

Leishmania^i1^sLeishmania mexicana amazonen, Leishmania (Leishmania) amazonensis, Leishmaniose cutânea localizada, Histopatologia da leishmaniose

Resumo

São descritas as alterações microscópicas presentes na forma localizada (ulcerada) da Leishmaniose cutânea produzida por Leishmania (Leishmania) amazonensis. Nesse tipo de manifestação, menos conhecido do que a forma anérgica ou difusa devida ao mesmo agente, as lesões são clinicamente idênticas às de leishmaniose cutânea causada por espécies outras de Leishmania, pertencentes ao subgênero Viannia. Na infecção localizada por L. (L.) amazonensis, entretanto, há um aspecto peculiar, só recentemente conhecido, ou seja, cerca de 50% dos indivíduos atingidos não reagem ao teste de Montenegro. A principal característica histológica observada foi a acumulação na derme, quase sempre focal, de numerosos macrófagos contendo no citoplasma um grande vacúolo cheio de amastigotas. O quadro é semelhante ao da forma difusa, porém sem o aspecto histiocitomatóide, próprio da última. Afora esses grupos de macrófagos, vêem-se também, na forma localizada, muitas células mononucleares da inflamação, principalmente plasmócitos e macrófagos não parasitados. Os acúmulos de macrófagos com amastigotas, quando volumosos, podem sofrer necrose na parte central; os parasitos, contidos nas células, são destruídos com elas ou liberados, e sua eliminação através da úlcera deve contribuir para a cura do processo. Esse tipo de necrose nunca foi descrito em casos da forma difusa. Não houve grande diferença, no quadro histológico, entre pacientes Montenegro-negativos e positivos. Apenas em alguns casos, do grupo Montenegro-positivo, havia granulomas formados por histiócitos epitelióides sem parasitos. Quanto à persistência das células com parasitos nas lesões, observou-se que aos seis meses ou mais de evolução, em ambos os grupos, ainda estavam elas presentes. Tal achado não é comum na leishmaniose tegumentar por L. (V.) braziliensis.

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Referências

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Publicado

1994-10-01

Edição

Seção

Dermopathology

Como Citar

Moraes, M. A. P., & Silveira, F. T. (1994). Histopatologia da forma localizada de leishmaniose cutânea por Leishmania (Leishmania) amazonensis . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 36(5), 459-463. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/29199