Sequela fibrótica na paracoccidioidomicose pulmonar: aspectos histopatológicos em camundongos BALB/c infectados com propágulos viáveis e não viáveis do Paracoccidioides brasiliensis

Autores

  • Ana M. COCK Clínica de las Vegas; Laboratorio de Patología
  • Luz E. CANO Corporación para Investigaciones Biológicas image/svg+xml
  • Diana VÉLEZ Corporación para Investigaciones Biológicas image/svg+xml
  • Beatriz H. ARISTIZÁBAL Corporación para Investigaciones Biológicas image/svg+xml
  • Judith TRUJILLO Universidad Pontificia Bolivariana; Facultad de Medicina
  • Angela RESTREPO Corporación para Investigaciones Biológicas image/svg+xml

Palavras-chave:

Pulmonary fibro, Paracoccidioides brasilien, Viable coni, Fragmented yeast ce, Histopathol, Collagen fib, Granuloma format

Resumo

Pacientes com paracoccidioidomicose apresentam, algumas vezes, fibrose pulmonar e exibem limitações respiratórias importantes. Baseados num modelo animal já estabelecido da micose, estudamos a possível contribuição de propágulos viáveis e não viáveis do Paracoccidioides brasiliensis ao desenvolvimento da fibrose. Assim, camundongos BALB/c, machos de 4 a 6 semanas de idade, foram inoculados intranasalmente com 4 x 10(6) conídios viáveis (Grupo I), ou com 6,5 x 10(6) fragmentos não viáveis de células leveduriformes (Grupo II). Animais controles (Grupo III) receberam unicamente PBS. Seis camundongos por período foram sacrificados 24, 48, 72h (inicial) e 1, 2, 4, 8, 12 e 16 semanas pós-inoculação (tardio). Os pulmões dos animais foram fixados, incluidos em parafina, cortados e corados com H & E, Tricrômico (Masson), reticulina e Grocott. Durante o período inicial houve afluxo importante de PMNs em ambos os grupos I e II, e a inflamação aguda comprometeu entre 34 a 45% dos pulmões. Depois, foram as células mononucleares as que predominaram. No grupo I, a inflamação progrediu e formaram-se granulomas os quais, às 12 semanas, ficaram confluentes e frouxos. Adicionalmente, se observaram fibras de colágeno tipo I muito densas em 66,6% e 83,3% dos animais após 8 e 12 semanas, respectivamente. As fibras do colágeno tipo III foram observadas nos animais a partir das 4 semanas pós-infecção, e 83% deles exibiram, às 12 semanas, alterações na sua distribuição e organização. Nos animais do grupo II o padrão foi diferente, pois mostraram diminuição gradual no número de focos inflamatórios e não houve formação dos granulomas. Embora animais deste grupo tivessem no período inicial pequenas alterações nas fibras de colágeno tipo I, estas desapareceram por volta da 4a semana. Os resultados indicam que a resposta tissular aos fragmentos de leveduras foi transitória, enquanto que os conídios induzem resposta inflamatória progressiva permitindo a formação de granuloma e um excesso na produção e desorganização dos colágenos I e III, permitindo finalmente a fibrose.

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Referências

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Publicado

2000-04-01

Edição

Seção

Micologia

Como Citar

COCK, A. M., CANO, L. E., VÉLEZ, D., ARISTIZÁBAL, B. H., TRUJILLO, J., & RESTREPO, A. (2000). Sequela fibrótica na paracoccidioidomicose pulmonar: aspectos histopatológicos em camundongos BALB/c infectados com propágulos viáveis e não viáveis do Paracoccidioides brasiliensis . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 42(2), 59-66. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30410