Leishmaniose mucosa ("espundia") respondendo a baixa dose de N-metil-glucamina (Glucantime ®) no Rio de Janeiro, Brasil

Autores/as

  • Manoel Paes de OLIVEIRA-NETO Fundação Oswaldo Cruz; Hospital Evandro Chagas
  • Marise MATTOS Fundação Oswaldo Cruz; Hospital Evandro Chagas
  • Claude PIRMEZ Fundação Oswaldo Cruz; Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
  • Octavio FERNANDES Fundação Oswaldo Cruz; Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Medicina Tropical
  • Sylvio Celso GONÇALVES-COSTA Fundação Oswaldo Cruz; Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Protozoologia
  • Celeste de Freitas Silva de SOUZA Fundação Oswaldo Cruz; Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Protozoologia
  • Gabriel GRIMALDI JUNIOR Fundação Oswaldo Cruz; Instituto Oswaldo Cruz; Departamento de Imunologia

Palabras clave:

Mucosal leishmaniasis, Leishmania (Viannia) braziliensis, Antimony, Therapy

Resumen

A resposta de pacientes com leishmaniose ao tratamento antimonial pode variar em função de fatores como a cepa do parasito envolvido, estado imunológico do paciente e a forma clínica da doença. Os esquemas terapêuticos com antimônio pentavalente (Sb5+) têm sido frequentemente modificados quanto à dose e duração da terapia. Os efeitos colaterais observados com o uso de 20 mg/kg/dia de Sb5+ durante quatro semanas (dose recomendada para o tratamento da forma mucosa) são mais acentuados em pacientes idosos, os mais afetados pela forma mucosa (espundia) da doença. Nossa experiência demonstra que a forma cutânea ocorrendo no Rio de Janeiro responde muito bem ao tratamento com a dose de 5 mg/kg/dia de Sb5+ durante 30 ou 45 dias. Neste estudo foi obtida elevada eficácia (91,4%) com o mesmo regime terapêutico em 36 pacientes com espundia (que evoluem, contudo, com lesão crônica menos destrutiva do que o observado em outras áreas endêmicas) procedentes desta região. Os efeitos colaterais foram reduzidos, não havendo também qualquer resistência ao emprego de doses maiores nos casos que não responderam ao tratamento inicial.

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Publicado

2000-12-01

Número

Sección

Leishmaniasis

Cómo citar

OLIVEIRA-NETO, M. P. de, MATTOS, M., PIRMEZ, C., FERNANDES, O., GONÇALVES-COSTA, S. C., SOUZA, C. de F. S. de, & GRIMALDI JUNIOR, G. (2000). Leishmaniose mucosa ("espundia") respondendo a baixa dose de N-metil-glucamina (Glucantime ®) no Rio de Janeiro, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 42(6), 321-325. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30466