Toxocaríase humana: freqüência de anticorpos anti-Toxocara em crianças e adolescentes atendidos em um ambulatório especializado de filariose linfática em Recife, Nordeste do Brasil

Autores

  • Ana Maria Aguiar-Santos FIOCRUZ; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Luiz D. Andrade FIOCRUZ; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Zulma Medeiros UPE; Instituto de Ciências Biológicas
  • Pedro Paulo Chieffi USP; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Suzana Z. Lescano USP; Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
  • Emília P. Perez FIOCRUZ; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães

Palavras-chave:

Toxocariasis, Visceral larva migrans, Anti-Toxocara antibodies, Toxocara canis, Eosinophilia, Wuchereria bancrofti

Resumo

Através de estudo do tipo transversal com amostra constituída por 386 crianças e adolescentes atendidos em um ambulatório especializado de filariose, do Recife, nordeste do Brasil, determinou-se a frequência de anticorpos anti-Toxocara e sua relação com faixa etária, sexo, número de eosinófilos periféricos, microfilárias de Wuchereria bancrofti e parasitos intestinais. A freqüência encontrada de anticorpos IgG total anti-Toxocara, realizada através da técnica de ELISA, foi de 39,4%, com 40,1% no sexo masculino e 37,6% no feminino, diferença esta sem significância estatística. O grupo com maior freqüência de anticorpos anti-Toxocara foi o de 6-10 anos (60%) e, apenas nessa faixa etária, encontrou-se uma diferença estatisticamente significante quanto ao sexo, com predomínio do masculino. Observou-se associação estatisticamente significante entre o número de eosinófilos e a presença de anticorpos anti-Toxocara. A freqüência de parasitos intestinais foi de 52,1%, porém sem associação entre este achado e a presença de anticorpos anti-Toxocara. Na presente análise, 42,2% dos pacientes eram portadores de microfilárias de Wuchereria bancrofti, porém esta infecção não esteve associada à presença de anticorpos anti-Toxocara o que sugere que não houve cruzamento do ELISA com a presença de parasitoses intestinais e filariose.

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Referências

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Publicado

2004-04-01

Edição

Seção

Parasitologia

Como Citar

Aguiar-Santos, A. M., Andrade, L. D., Medeiros, Z., Chieffi, P. P., Lescano, S. Z., & Perez, E. P. (2004). Toxocaríase humana: freqüência de anticorpos anti-Toxocara em crianças e adolescentes atendidos em um ambulatório especializado de filariose linfática em Recife, Nordeste do Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 46(2), 81-85. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30791