Falha na produção de óxido nítrico pelos macrófagos e diminuição de células T CD4+ na paracoccidioidomicose bucal: possíveis mecanismos que permitem a multiplicação fúngica local

Autores

  • Aline Carvalho Batista Federal University of Goiás; Dental School; Department of Stomatology
  • Cleverson Teixeira Soares Lauro Souza Lima Institute of Dermatological Diseases
  • Vanessa Soares Lara University of São Paulo; Bauru Dental School; Department of Stomatology

Palavras-chave:

Paracoccidioidomycosis, Nitric oxide, Immune cells

Resumo

A paracoccidioidomicose é uma doença granulomatosa crônica que induz resposta inflamatória e imune específica. A participação do óxido nítrico (NO), produto da enzima óxido nítrico sintase induzível (iNOS), como uma importante molécula fungicida contra o fungo Paracoccidioides brasiliensis tem sido demonstrada. Com o objetivo de melhor caracterizar as lesões orais da paracoccidioidomicose (OP), propusemos estudo imunohistoquímico das células iNOS+ e das células CD45RO+, CD3+, CD8+, CD20+, CD68+ e mastócitos. As amostras foram distribuídas em grupos de acordo com o número de fungos viáveis por mm². Nossos resultados demonstraram leve imunomarcação para iNOS nas células gigantes multinucleadas (MNGC) e na maioria das células mononucleares (MN), e a proporção de células MN/MNGC iNOS+ na OP foi comparável a do grupo Controle (tecido bucal clinicamente saudável). Adicionalmente, nossa análise revelou similaridade no número de células CD4+ entre o Controle e o grupo de OP com elevado número de fungos. Estes achados sugerem que a baixa expressão de iNOS e a diminuição de células CD4+ na OP podem representar possíveis mecanismos que permitiram a multiplicação local do fungo e a manutenção das lesões bucais ativas.

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Referências

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Publicado

2005-10-01

Edição

Seção

Paracoccidioidomycosis

Como Citar

Batista, A. C., Soares, C. T., & Lara, V. S. (2005). Falha na produção de óxido nítrico pelos macrófagos e diminuição de células T CD4+ na paracoccidioidomicose bucal: possíveis mecanismos que permitem a multiplicação fúngica local . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 47(5), 267-273. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30937