Sorotipos e eletroferotipos de rotavírus identificados entre crianças hospitalizadas em São Luís, Maranhão, Brasil

Autores

  • Cláudia Regina N. E. Luz Universidade Federal do Maranhão; Hospital Universitário Materno Infantil
  • Joana D'Arc P. Mascarenhas Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Instituto Evandro Chagas
  • Yvone B. Gabbay Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Instituto Evandro Chagas
  • Ana Regina B. Motta Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Instituto Evandro Chagas
  • Telma Vitorina Ribeiro Lima Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Instituto Evandro Chagas
  • Luana da S. Soares Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Instituto Evandro Chagas
  • Alexandre C. Linhares Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Instituto Evandro Chagas

Palavras-chave:

Rotavirus, Serotypes, Electropherotypes, Children

Resumo

De junho de 1997 a junho de 1999, pesquisou-se a infecção por rotavírus entre crianças até 2 anos de idade internadas com quadro diarréico agudo em São Luís, nordeste do Brasil. Coletaram-se 128 espécimes fecais oriundos de pacientes diarréicos. Paralelamente, obtiveram-se 122 amostras de um contingente caracterizado como controle, comparável ao anterior no tocante às idades e distribuição temporal. As freqüências de positividade para rotavírus alcançaram 32,0% (41/128) e 9,8% (12/122), respectivamente (p < 0,001). Procedeu-se à determinação dos sorotipos e eletroferotipos dos rotavírus em 42 (79,2%) das 53 amostras reativas para rotavírus. Identificaram-se eletroferotipos "longo" e "curto" em freqüências similares - 38,1% e 40,5%, respectivamente. De um modo geral, caracterizou-se o sorotipo G em 35 (83,3%) das amostras positivas, a maioria, revelando especificidade para o tipo G1. Considerando o conjunto dos eletroferotipos e sorotipos, rotavírus classificados como G1 exibiram padrões eletroforéticos "longo" e "curto" nas freqüências de 30,9% e 19%, respectivamente. Todos os rotavírus do tipo G2 apresentaram eletroferotipo de configuração "curta". No tocante ao perfil temporal, observou-se que as gastroenterites por rotavírus naquela região ocorrem ao longo de todo o ano, denotando-se tendência quanto à mais expressiva concentração no segundo semestre de vida das crianças, se comparado ao primeiro; em síntese, 45,2% e 26,1% (p = 0,13), respectivamente. As infecções por rotavírus configuraram picos quanto à distribuição durante o segundo semestre de vida, com freqüências de 30,1% e 13,5%, respectivamente. Aqueles do tipo G2 circularam durante todo o período de estudo, enquanto o sorotipo G1 (n = 27) emergiu a partir de junho de 1998. Aliás, detectaram-se 20 (74,1%) das amostras virais com essa última especificidade ao longo de 1998. Os dados acima sustentam a importância dos rotavírus na etiologia das gastroenterites graves no nordeste brasileiro e consubstanciam o conceito de que uma futura vacina contra esses enteropatógenos necessariamente deve conferir proteção frente aos múltiplos sorotipos circulantes.

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Referências

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Publicado

2005-10-01

Edição

Seção

Virologia

Como Citar

Luz, C. R. N. E., Mascarenhas, J. D. P., Gabbay, Y. B., Motta, A. R. B., Ribeiro Lima, T. V., Soares, L. da S., & Linhares, A. C. (2005). Sorotipos e eletroferotipos de rotavírus identificados entre crianças hospitalizadas em São Luís, Maranhão, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 47(5), 287-293. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30940