Resposta astrocítica e microglial e alterações histopatológicas no sistema nervoso central de eqüinos infectados cronicamente com Trypanosoma evansi

Autores

  • Karen Regina Lemos UNICENTRO; Departamento de Medicina Veterinária
  • Luiz Carlos Marques UNESP; FCAV; Departamento de Clínica Médica e Cirurgia
  • Lucia Padilha Cury Thomaz Aquino UNESP; FCAV; Departamento de Patologia veterinária
  • Antonio Carlos Alessi UNESP; FCAV; Departamento de Patologia veterinária
  • Rosangela Zacarias Zacarias UNESP; FCAV; Departamento de Patologia veterinária

Palavras-chave:

Trypanosoma evansi, Trypanosomiasis, MHC type II, Astrocytes, Microglia

Resumo

Este estudo objetivou caracterizar a participação astrocítica e microglial no sistema nervoso central (SNC) de eqüinos experimentalmente infectados com T. evansi. O grupo experimental foi formado por machos e fêmeas com vários graus de cruzamentos e idade variando entre quatro e sete anos. Os animais foram inoculados com 10(6) tripomastigotas de T. evansi, originalmente isolada de um cão infectado naturalmente. Todos os eqüinos inoculados foram observados até o aparecimento dos sintomas neurológicos, caracterizados por incoordenação motora dos membros pélvicos, o qual ocorreu entre 67 e 124 dias após a inoculação (DPI). Os animais do grupo controle não apresentaram sinais clínicos e foram observados até o 125º DPI. Para este propósito, foram utilizados os métodos histoquímicos (HE) e imunoistoquímicos do complexo avidina-biotina peroxidase (ABC). A lesão no sistema nervoso central (SNC) dos eqüinos infectados com T. evansi foi caracterizada como meningoencefalomielite não supurativa. A gravidade das lesões variou em diferentes segmentos do SNC, refletindo distribuição irregular das alterações vasculares. Infiltrado perivascular e meníngeo foi associado a gliose anisomórfica e microgliose reativa. A intensidade da resposta astrocítica no SNC dos equinos infectados com T. evansi caracteriza a importância da performance destas células nas tripanossomíases. A gliose observada nos animais deste experimento sugerem a habilidade destas células como mediadoras da resposta imune. T. evansi não foi identificado no parênquima do SNC.

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Referências

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Publicado

2008-08-01

Edição

Seção

Trypanosomiasis

Como Citar

Lemos, K. R., Marques, L. C., Aquino, L. P. C. T., Alessi, A. C., & Zacarias, R. Z. (2008). Resposta astrocítica e microglial e alterações histopatológicas no sistema nervoso central de eqüinos infectados cronicamente com Trypanosoma evansi . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 50(4), 243-249. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/31194