Alta prevalência e associação do subtipo não-B do vírus HIV-1 com risco específico de transmissão sexual entre pacientes virgens de tratamento antirretroviral em Porto Alegre, Brasil

Autores

  • Cláudia Fontoura Dias Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS
  • Cynara Carvalho Nunes Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS
  • Isabela Osório Freitas Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS
  • Isabel Saraiva Lamego Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS
  • Ilda Maria Rodrigues de Oliveira Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS
  • Sabrina Gilli Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS
  • Rosângela Rodrigues Instituto Adolfo Lutz; Laboratório de Retrovirus
  • Luis Fernando Brigido Instituto Adolfo Lutz; Laboratório de Retrovirus

Palavras-chave:

HIV-1 subtypes, HIV-1 CRF31_BC, Molecular epidemiology, Risk factors, Brazil

Resumo

No sul do Brasil a circulação de dois subtipos de HIV-1 com características diferentes representa importante cenário para o estudo do impacto da diversidade do HIV-1 na evolução da epidemia e na AIDS. O HIV-1 B, variante predominante nos países industrializados e o HIV-1 C, o subtipo mais prevalente em áreas com maiores taxas de crescimento da epidemia, estão implicados na maioria das infecções. Avaliamos amostras de sangue de 128 pacientes sem exposição a antirretrovirais, recrutados ao ingressarem no maior serviço ambulatorial de HIV/AIDS de Porto Alegre. Com base no sequenciamento parcial da região pol, o HIV-1 C foi observado em 29%, HIV-1 B em 22,6% e uma forma recombinante recentemente descrita, CRF31_BC, foi observada em 23,4% entre 128 voluntários. Outras variantes encontradas foram HIV-1 F em 10% e outros mosaicos em 5,5%. Para avaliar associações entre características sócio-comportamentais e subtipos do HIV-1 foram realizadas entrevistas e exames laboratoriais na entrada do estudo. Nossos dados sugerem uma epidemia estabelecida dessas três variantes principais, sem evidência de compartilhamento em nenhum subgrupo analisado. Entretanto, prática sexual anal se mostrou associada à transmissão de subtipo B, o que pode indicar maior transmissibilidade das variantes não-B por intercurso vaginal. Este estudo permite delinear uma linha de base para o monitoramento epidemiológico das mudanças nas características moleculares da epidemia do HIV-1 nesta região.

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Referências

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Publicado

2009-08-01

Edição

Seção

HIV

Como Citar

Dias, C. F., Nunes, C. C., Freitas, I. O., Lamego, I. S., Oliveira, I. M. R. de, Gilli, S., Rodrigues, R., & Brigido, L. F. (2009). Alta prevalência e associação do subtipo não-B do vírus HIV-1 com risco específico de transmissão sexual entre pacientes virgens de tratamento antirretroviral em Porto Alegre, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 51(4), 191-196. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/31272